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Os 3 estágios faciais do viajante

agosto 26, 2010

Quando a gente viaja por aí pensa em tudo, menos em dormir. Afinal você quer ver e conhecer o máximo de coisas no mínimo de tempo.

O problema é que o binômio pouco sono e muita informação vai te deixando literalmente zoado. Você sente o peso de comer mal, dormir pouco e andar o dia inteiro, até, bingo, chegar nos 3 estágios faciais do viajante.

O primeiro é o da negação. Você tenta se convencer de que não, não tá cansado. E jura que tem o pique do teenager de headphone na sua frente. Até começar a pescar no metrô. Ou dormir na grama do parque. Tipo indigente.

A segunda é a fase do conformismo. A pior. Que costuma acontecer quando você dá aquele review na máquina fotográfica e vê sua cara se transformando. E na ultima foto sua beleza tá pau a pau com a do Slot.

A última fase é a da aceitação. E como reconhecer o problema é o primeiro passo para resolvê-lo, você entra no primeiro pronto-socorro (leia-se uma boa e velha loja, tipo a Lafayete), compra uns óculos bapho e volta a sorrir na fita. E claro, na foto.

Euro trend

agosto 24, 2010

Bem difícil catar tendência na Europa porque todo mundo usa o que quer e nem confiança. Em Londres, por ex, achei um cara moderníssimo até minha amiga avisar que era um palhaço pedindo esmola. Mas vi outras coisas tipo:

Faixa na cabeça: dessas meio hippie, tanto em meninos e meninas. Achei lindo com aquela arquitetura de fundo. Aqui em SP remete a gente que faz Célia Helena e toma balalaika com gelo.

Oclão de grau: Vi pencas. Geralmente em meninos andróginos e bem bonitos. E meninas no estilo sexy nerds. Mas senti um hipster feelings no ar [Bocejo].

Sapatilha de moletom: lindas, custam 4 libras e duram nada. O fundamento é detonar e comprar outra. A minha foi uma preta com desenhos Ed hardy.

Bike dobrável: Um hit. Você pedala até o metrô, dobra (mas pode entrar com ela inteira) desce na outra estação e sai pedalando de novo. Chique. E custa uma fortuna.

Enfim, é legal ir pra onde ninguém te conhece e poder usar e testar por si só coisas novas que podem ou não dar certo para você. Contando, é claro, que o que não dá certo não vá parar na digital do seu amigo. E de lá no facebook.

Fator inverno

agosto 10, 2010

Não gosto de frio. Pra mim o melhor do inverno daqui é o verão lá fora. Pena que nem sempre a gente tem condições de viajar quando o tempo esfria.

Se antes eu não simpatizava com o inverno hoje eu não gosto mesmo. Acho um saco ter que viver indoor. Depois, tenho dificuldade de acordar cedo. Sofro bacarái para levantar da cama com dez, doze graus lá fora.

E tem o fator comida. Porque no inverno a gente se permite certos abusos. Palavras tipo ‘quatro queijos’ soam como um single novo da Amy Winehouse. E na metade da estação você já olha com saudades os seus jeans skinny.

Tudo bem que dormir agarradinho no frio é tudo. Mas eu prefiro o calor, suor e poder fumar na varanda após uma noite de luxúria. E mais, o inverno faz a gente pensar em coisas de gosto duvidoso… Tipo transar de meias.

Ok, no frio a gente finge que é refinado. Se veste melhor, toma vinho importado e come fondue. Mas no fundo, não vê a hora do frio ir embora pra voltar a ser índio, beber caipirinha na areia e tomar banho de mar. Eu pelo menos.

Muito Londres

agosto 3, 2010

Londres é muito tudo. Muito grande, muito linda, muito intensa, muito cosmopolita. Durante o período que viajei pela Inglaterra estive por lá duas vezes. Ambas muito bacanas.

Como toda cidade europeia a arquitetura impressiona pela imponência onde tudo cheira a cultura, história… E xixi dependendo no local. O tube (metrô) é babado, diz que um dos mais antigos do mundo e te leva a qualquer lugar em minutos. O mix é forte e certa vez num vagão pesquei 5 línguas diferentes.

Na Europa tenho o police de fazer o máximo de coisas a pé, assim conheço a cidade e sinto a vibe da rua, um prazer meu. O segredo é ter um mapa na mão e marcar o passo no iPod. Cansei de disparar pelas ruas do Soho ouvindo A Cause de Garçom. E nem confiança.

É um pecado resumir Londres num post. Como não falar de Covent Garden? Ou das feiras tipo Borough Market? Da comunidade mulçulmana e indiana em Paddington? De como é descer em Waterloo Station e Pá, dar de cara com a London Eye, o Parlamento, o Big Ben? Muito foda!

Mas se tivesse que escolher um símbolo seria  Brick Lane, no east london. Outrora abandonada a área foi regenerada pela juventude moderna e colorida, com lojinhas, lofts, mercados, bares e muito agito.

Foi ali perto, no Hoxton Bar, brindei com champanhe meu último dia londrino. Era noite de sábado, a rua fervia, acendi um cigarro, abracei a todos e desapareci no turbilhão de Old Street Station, no último trem da noite e da minha temporada na capital do mundo.