Archive for setembro \30\UTC 2010

Go where

setembro 30, 2010

Inês é morta. Pobrezinha. Já a gente tá bem vivo. E mesmo com a vida social na lama, arruma tempo pra uma saidinha. Afinal, já diria Chico (o Buarque) sem um cigarrinho, um carinho e uma cachaça, ninguem segura esse rojão. Essa edição é nos Jardins. Tai seu novo motivo pra visitar o bairro.

Farofa Paulista. Uma rua acima da Oscar. Tem uma varandinha simpática pros dias quentes e uma parte interna bem animada. Fique amigo do garçom que ele abre a porta lateral para você fumar. E ainda tem feijuca aos sábados. Pe-ca-do.

Lorena. Restaurante anexo a loja hype Surface to Air. Abriu e virou hit instantâneo. A espera é drama e varia entre uma hora. E você vai querer saber que o host é o mesmo querido que fez o Ritz por anos. Sorria e faça o íntimo.

Le Buteque. Bistrô francês de boa comida e atendimento no alto Jardins. Carta de vinho em conta (raro no bairro) e ambiente chique discreto (raro no bairro). A caipirinha de lichia é rikeza e poder (e vexame pra quem passa da terceira).

Oscar Café. O novo lugar preferido de infância da turma. Apesar da localização o ambiente é tranquilo. Tem Nortenha (adoro), cardápio gostosinho e doces de perder a linha. Que mais? Tem uma lojinha bafo na rampa inferior. Sijoga.

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Morningland

setembro 28, 2010

Acordar cedo de final de semana é dureza. Mas quando a gente resolve sair, redescobre uma cidade bem diferente. Até bucólica. Sem contar a fauna. Adoro sentar num café e olhar os tipos matinais passando.

Tem a turma do jogging. Um povo que não faz esforço pra abrir uma lata mas só sai de combinação da Nike, agasalho Adidas e aquele tênis branquíssimo que nunca fez um cooper na vida.

E tem a turma do cachorrinho. Sempre com ar entediado (será a hora?). Acho curioso quem chama o cão de filho mas não cumprimenta o vizinho. E ficam ali na rua com ar blasé, esperando o totó cheirar o cu do outro.

Ainda tem os baladeiros, na contramão de todo mundo. Aquele contraste de gente amassada indo dormir com amassada acordando. Aliás, tem coisa melhor que voltar da balada e comer um misto de chapa?

E tem as velhinhas, que você dá bom dia e que te cumprimentam de volta. Uma turma de gente fina, elegante e sincera, que por um segundo te faz acreditar que Sampa é até legal de se viver.

Webmotions

setembro 22, 2010

Para alguns a web funciona como duas taças de prosseco. Uns perdem a vergonha, outras a completa noção. Tipo?

Clipping de si mesmo – você recebe um link, um email e quando vai abrir é uma matéria da própria pessoa. Super válido auto promoção, mas pra lista de amigos dos amigos?

Anunciar viagem – i’m packing, i’m flying, i’m arriving. O supra sumo do cyber brega. Uma info tão relevante quanto a tatoo nova da Débora Seco.

Anunciar estado civil – i’m single, i’m in a relationship, i’m dating… Me recuso a comentar, next!

Blog – hoje acredito no fim dos blogues. 99% é lixo e o resto nem isso (including me). De menina então, nem se fala, só tem look do dia, unha da semana e capa do mês.

Filminho – da pessoa cantando, dançando, transando. O mundo cão virou na web espetáculo da superexposição, com público pra aplaudir e viralizar.

Webdica do dia, dá um shut down e vai ler um livro que você ganha mais.

Pedreirismo

setembro 15, 2010

A pedreragem você já conhece. O que você não sabia é que isso virou fundamento de estilo e agora se chama pedrerismo.

Cá pra nós, o que rolou foi a volta da barba e do visual bem street. E dessa vez quem ditou a moda não foi o verão europeu, foi a necessidade.

Nego percebeu que a barba disfarça certos ‘não atributos’ e bingo. Portanto, fique esperta garota, por trás daquele barbudo conceito que ama OkGo, pode morar um cadidato ao troféu Ney Paraíba.

Depois tem o lance do tamanho. Que consiste em você sair com aquela roupa que parece que foi tungada na Campanha do Agasalho 2006, muito larga ou muito curta, tudo fora de número.

Pra completar o trend basta uma camiseta furada e suja de tinta. Você ainda pode dizer assim, como quem não quer nada, que sai desse jeito porque fez artes na Faap. Pronto colega. Agora é fazer cara de nada e arrasar no Doroty Parker (zzzz).

Tem coisa

setembro 10, 2010

Tem coisa que a gente diz que não usa, mas usa. Na viagem, em casa, escondido, mas usa. E tem coisa que você não usa nem por grana (brinqs né, que por grana a gente faz coisa pior). Enfim, vamos a elas:

Calça capri – foi hit duma era, hoje é o supra sumo do brega. Pra você que guarda a sua com carinho, uma dica de uso: com camiseta sem manga + papete + plaquinha com o preço do caranguejo.

Chapéu – Não sei porquê mas acho creyço bacarái. Vejo nego de panamá na balada e quero morrer afogado na viborova (com gelo). Tento gostar, mas…

Cachecol jogadinho – Sabe, soltinho no ombro? Uma coisa cheguei-agora-de-bruxelas? Não sei explicar mas me dá uma vergonhinha. Gosto é gosto.

Sapatênis – o novo sapato caramelo.

Parca – era louco pra ter casaco de couro e meu pai me dava parca. Tive umas dez. Hoje tenho paúra. Acho que é um lance trauma mesmo. Certeza.

Amizade de gente errada – não é roupa mas, como disse minha amiga Esté, fica pendurado na gente, então tá valendo.

Deprêland

setembro 8, 2010

Por mais correto e bem centrado que você seja, cedo ou tarde acada se enrolando no gps e indo parar num lugar meio estranho, meio noir, chamado Deprêland.

Você nunca sabe direito como foi parar lá. E nem percebe logo de cara. Daí reconhece uma esquina ali, uma pilha de louça aqui, uma correspondência fechada acolá. E batata, saca que é Deprêland mesmo.

Pra Deprêland a gente não leva mala. Um camisão xadrez com samba-canção já arrasa. Por dias. Outro indício que estamos lá é o fenômeno do cabelo vivo. Ele tem vontade própria te deixando em pouco tempo a cara do Jack no Iluminado.

Em Deprêland você não precisa se preocupar com nada. Nem com contas, nem com família, nem com trabalho, ou porra nenhuma. O único problema é que lá o mundo gira, a vida gira, mas você não. Como um conto ruim.

Voltar de depreland é chato mas geralmente a gente acha sozinho. Fica no fim dum túnel onde brilha o sol, onde se faz a barba e onde os olhos têm uma outra função além de chorar, que é enxergar o mundo como ele é: complicado, encantado e lindo de viver.

Sampa feelings

setembro 1, 2010

São Paulo é legal? É! É cool? É! Mas não é Barcelona. E por mais que a turma de Higienópolis jure na sinagoga, também não é Nova York. Portanto, existem certas coisas que a gente a-ma-ria fazer mas simplesmente não rola. tipo?

Picknick no Ibirapuera: Nem lá nem em qualquer parque da cidade. A não ser atrás de uma moita bem alta, onde ninguém te veja fazendo a europeia.

Bicicletismo: sou totalmente a favor de bike. Mas não adianta forçar a barra, Sampa é violenta e a geografia não favorece. E mais, nego fala em cidadania e fecha avenida com grupo de nightbiker na hora do rush.

Performance de Coletivo de arte: não sei você, mas seja em São Paulo ou na Conchichina, a única palavra hipster-cool que me irrita mais que performance é coletivo. No caso, de arte.

Playboy B: ostentar e agir como um imbecil já é ridículo pra quem é milionário, imagina pra quem não é. Porfavor, existe vergonha empática o suficiente no mundo.

Flash Mobb: Bom, posso parar aqui?