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Showbizz

novembro 30, 2010

Nunca teve tanto show bom na cidade em tão pouco tempo. A conta bancária pediu arrego. E o fígado idem. Nessa, a gente lembra que ir num show em Sampa é uma operação de guerra. Mas como tudo na vida, logo a gente pega a manha.

Chácara do Jockey – A nova coqueluche dos produtores. O lado bom é aquele ‘quê’ de natureza. Lado ruim é que, quando chove, esse quê vira um belo manguezal. No show do Killers teve gente com lama onde não bate sol.

Playcenter – Quase faliu. Mas hoje virou ponto de show. O lado bom é que os brinquedos funcionam e você pode pegar um bate-bate ouvindo Iggy Pop. Lado ruim é fruto duma equação simples: bebida + looping = Aretuzza.

Estádio do Morumbi – De Madonna  a Black Eyed Peas, os grandes artistas tocam lá. Lado bom: são mega shows que não dá pra perder. Lado ruim: estacionar, chegar, sair, beber, fazer xixi, tudo é um lixo.

Via Funchal – Um lixo. Como fica fica logo ali, você vai fácil e volta fácil. Mas tem a pior acústica da cidade. Desrespeitoso até. De Mercedes Sosa a Scisors Sisters, nunca peguei um show com som que prestasse.

Palace – não se chama assim há uns 10 anos, mas pra gente vai ser sempre o Palace. Lado bom: super intimista. Lado ruim: é cafonérrimo. Mas colega, só quem viu Marina, Bethânia, Cássia Eller e outros craques da MPB, agarradinho com a paquera e de isqueirinho na mão, sabe o que é felicidade.

O Léke

novembro 18, 2010

Dentre os inúmeros espécimes nativos do Rio de Janeiro um dos mais peculiares é o léke. O léke é aquele ser sem camiseta, fala extrovertida, sotaque carregado e que faz hang loose com mais frequência que você acessa o facebook.

Assim como não existe ex-gay, não existe ex-léke. Uma vez léke, léke forever. Os lékes falam entre si com um dialeto próprio, geralmente iniciado com a sonoplastia “coé” (corruptela de qual é).

Além da cara de pau, outro jeito de reconhecer um léke é pela profissão. No caso, a falta dela. Léke que é léke rejeita papo careta de emprego definido. Para alguns isso é compensado pelo seu abdômen, no caso, definidíssimo.

Nota-se dificuldade de identificar a idade dum léke tendo em vista que, a partir dos 15, o linguajar do léke é o mesmo até o final da vida. No calçadão de Copa já foram avistados espécimes de lekes com até sessenta anos, ainda na ativa.

Muita gente critica o joie de vivre descompromissado da catiguria (sic), mas conheço uma boa parcela de gente que daria um braço pra ter a vida dum léke. E a outra metade? Daria os dois para pegar um deles.

A arte de receber

novembro 9, 2010

Receber é uma arte. Nada a ver com a entidade que você recebe quando mistura vodka com bala. Isso se chama exu-caveirinha colega. Me refiro a receber os amigos em trânsito.

Eu recebia. Hoje não tenho mais apê, logo, não recebo nem o senso. Mas tenho amigos que são verdadeiros experts. Com eles aprendi que hospedar não tem a ver com luxo, mas com deixar o convidado a vontade.

Meu amigo do Rio costuma me receber com um post it: põe a sunga e vem pra praia. Adoro. O de Brasília fez até welcome kit. Uma toalha perfumada, uma caixa de bombons e uma cartinha linda. Berço colega, berço.

Já minha prima, que morava na Barra, era mais direta. Deixava a chave do apê, do carro e uma cartinha: volte vivo por favor! Essa me conhece bem. Tem ainda aquele que te recebe socialmente.

Ou seja, te leva pra sair, pra balada e ainda te inclui no grupo de amigos dele. Como meu amigo de Recife. E Barcelona. E se você for bacana ainda vira melhor amigo de infância dos amigos deles, voltando pra casa com muita história pra contar… e aquele aperto no peito que só esse tipo de viagem dá.

Festa em BSB

novembro 1, 2010

Brasília. Aeroporto internacional. Já no desembarque o movimento de figurinhas do eixo rio-sp dá o tom do que seria o final de semana na cidade, com uma extensa programação de festas.

Quem acha São Paulo caro tem que vir pra cá, diz o amigo, com o taxímetro nos sessenta merréis e vocês longe de chegar. Na recepção, uma cartinha linda, uma caixa de bombons e uma taça de lambrusco mandam o cansaço embora.

No agitado dia seguinte a calmaria vem em forma de piscina bafo com vista pro lago. Muitos amigos, drinks, carão e sol no centro-oeste do Brasil, culminando com um chill in bacanudo e uma festa de arromba com o DJ querido André Garça e o top DJ Perter Rauhofer.

Hora de ir mas não de dormir. Um banho e um café são o bastante para mais um round, no chill out do lago sul. Novos amigos, risadas e perspectivas. E a manhã vira tarde, que vira noite, sinalizando a hora da despedida.

De volta, você realiza o quanto aproveitou a cidade. E no momento certo, já que depois do enterro da ética nesse último final de semana, vai demorar uns 4 anos para você ter vontade de novo de passear por lá. Ah Brasil.