Archive for fevereiro \16\UTC 2011

Catwalk

fevereiro 16, 2011

O lado bom de ficar a semana sem carro é se ver obrigado a andar a pé pela cidade. A gente perde o ar-condicionado? Perde! Mas ganha de lembrar a cidade incrível que você mora e que só vê pelo lado de fora do vidro fumê.

Andar pela avenida Paulista é sempre um algo. Se você for observador já sente qualé da cidade ali. Porque tem a esquina dos yuppies, do restaurante Spot, dos moderninhos. E ainda tem o MASP, o Trianon, o Stand Center, tod’uma sorte de lugar bacanudo.

não muito longe, em Pinheiros, tem o entorno da Praça Benedito Calisto. Tem galeria, tem bistrô, tem baladinha. Foda mesmo são as ladeiras, de matar triatleta.

Daí têm os Jardins. A rua Oscar Freire e seu pseudo avant gardismo. Para  lá ainda tem o Ibirapuera, que dá pra cortar caminho vendo a brotagem exercitando. Confesso que não foi de todo mal passar um período a pé.

Claro que ao contrário daquela música famosa, nem sempre é lindo andar na cidade de São Paulo. Mas nem sempre caixa bonita é sinal de boa surpresa. Bom, e nem carro bacana é sinal de comodidade. DPaschoal que o diga.

Alôoca

fevereiro 3, 2011

Alôca é aquele tipo de clube fenômeno que só tem em São Paulo.

A hostess é uma trava, a MC é vesga, o staff mal-educado e o lugar um buraco. Ainda por cima é caro pra entrar, beber e estacionar. Mas tente entrar meia-noite de domingo. A fila é gigante e periga você ficar de fora.

Para entender Alôca tem que entender o atual momento da noite na cidade, repleta de clubes desastrosos, playboys prepotentes, ninfetinhas da vida fácil e lâmpadas fluorescentes voadoras.

Nesse cenário, Alôca se diferencia por juntar há anos na mesma pistinha héteros e gays, drogados e caretas, velhos e novos, tudo numa náice. E seu balcão de bebidas só perde em ecletismo (e exotismo) pro bar do filme Star Wars.

O som é outro forte diferencial da casa. Pense em bandas extintas, hits de vitrola, sucessos hipsters, anos oitenta, anos noventa, Britney Spears, top 10 Billboard, tudo junto misturado. Impossível não se render.

Claro que um lugar assim polariza opiniões. Uns saem de lá querendo encher o buraco de Napalm. Outros, defendem que depois de uma vodka gelada, uma cantada cafona e um hit do Morrissey, não existe lugar melhor para se estar.