Archive for julho \29\UTC 2011

Deu mole

julho 29, 2011

Maria vinha na quebrada. Cel na mão, bolsa no braço, Louboutin no pé e nada na cabeça. Tomou um pescotapa na esquina e ficou só com os sapatos (a única coisa realmente de valor). Mas podia ter evitado o susto se não tivesse dado mole.

Zeca morou fora. Caminhava pela rua como se caminhasse pela Plaça Catalunya. Trombou uma bike e acabou caminhando mesmo pro hospital.

Lucão é cheio de razão. E de ternos, de tiques nervosos e de pressa. Numas, meteu o pé na faixa antes de sinal abrir. Hoje, além de tudo o que ele já tem, também tem um gesso na perna.

Moral das história (sic), o mundo está um caos, as cidades violentas e as pessoas cada vez mais malucas. Se for pra dar mole que seja pra paquera do bloco C, que mesmo perdendo você sai ganhando.

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Green thing

julho 12, 2011

Nada contra o jeito green de ser. Eu bem curto o discurso vida saudável, mundo sustentável e tal. Mas tem certas atitudes da galera tofú me deixam de cabelo em pé. Tipo…

Álcool gel descontrol. Muito útil o gelzinho. Só estranho nego que chega no restaurante saca o tubinho e pá, esteriliza a cadeira, a talher, o copo. De onde eu vim isso se chama Toc. Conhece? Googla lá.

Minhocas californianas. São minhocas que vivem numa caixa onde você joga o lixo orgânico pra elas comerem. Sim querido, isso existe. Tenho amigo(s) que tem. Daí eu penso, se isso não é freak, pohãn, o que é então?

Andar de máscara. Falar que São Paulo é poluído é redundancia. Realmente incomoda. Mas sair por aí de máscara, tipo terrorista, é solução? Se vive mais? E o mico, como fica? Acho tenso.

Veggie de boutique. Sem querer generalizar, sinto um quê de oportunismo nesse estilo Gandi visita a Osklen zen dos Jardins. Mas já diria o sábio que gosto é que nem cu, cada um tem o seu.

Militância. Muito bom se você recicla, não come carne e leu o Bagavad Gitá. Ruim é ficar malando os outros a fazer o mesmo. Sabe o que separa a sua eco-inconveniência de um radical evangélico? A Bispa Sônia. Fica a dica.

O primeiro pé

julho 5, 2011

O primeiro pé na bunda a gente nunca esquece. Bom, o último menos ainda… Mas o primeiro é aquele que vem com ares filosóficos, quando você realiza que não pode tudo.

Porque quando a gente é novo acha que pode tudo. E não pode. Pode bastante, mas não tudo. E não poder tudo te ensina a ter consideração por aqueles que podem menos ainda. Tipo ter você.

Sim colega, você pode não acreditar mas tem gente nesse mundo te querendo. Ou melhor, tinha, antes de você virar militante, frequentar o baixo augusta e declamar poemas do Pessoa (sem ninguém pedir, que fique claro!).

Na real, nada deixa a gente mais down do que uma rejeição. Pior ainda são aqueles muy amigos que tentam fazer você tirar disso um aprendizado, levar no fair play, partir pra outra. Ah, senta lá Claudia!

Se isso te acontecer mande o fair play pra merda e arrume um bom corpo pra esfregar na cara de quem me rejeitou. Você pode não ter tudo mas nessa hora, se você tiver só este momento, vai tá de bom tamanho. Palavra de escoteiro.