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O Rock in Rio continua lindo

setembro 28, 2011

Ipanema, 4h da tarde. Dentro da van começa uma contagem: Regla Bell? Presente! Virna? Presente! Ana Moser? Presente! É zoação da turma do vôlei do Posto 9, explica o amigo carioca. Sentindo que a viagem até o Rock in Rio vai ser longa, você prepara o primeiro drinque.

6 bons drinki, 4 horas, 3 barreiras da trânsito depois vocês chegam no meio do nada evento. Apesar do atraso, o pior acontece: Claudia Leite ainda está no palco. Enquanto você dá o truque na fila da cerveja, avalia o nível de vergonha empática do show, tabela que vai de Bruno Divetta a Serguei. Páreo duro.

Entra Katy Perry. Você, já de pileque, brinca de associar a multidão correndo para o palco com a peregrinação anual dos Gnus da National Geografic. Infelizmente, sem um bom crocodilo no caminho.

Entra o Elton John. Toca aquela da Lady Die (sic) grita a moça alterada do seu lado. Na sua frente, um conhecido apresentador de TV força um lipsynk no estilo Tela Class. A vergonha apita nível Cláudia, você decide ir no banheiro.

Entra a Rihanna. Finalmente o show mais esperado e mais animado da noitzzzzzzz… Na volta para a van, ninguém fala lé com o cré. Puro dadaísmo. Você embola a camisa xadrez pra deitar no banco, quando acha uma mini garrafa de Red Label. Eike tudo! Viva o rock ‘n’roll.

Sampa dyke

setembro 6, 2011

Tô estranhando a cidade, disse a amiga sobre Londres descendo a Oxford St sentido Picadilly. Na volta ela explicou, achei muito masculina. Prefiro Paris que é mais feminina, mais pro vinho que pra cerveja.

Parei para pensar sobre São Paulo. Feminina ou masculina? Menininho ou menininha? Cheguei a conclusão que São Paulo é dyke. Uma cidade que nasceu menininha e ficou cabra macho depois de adulta.

Por isso que a primeira impressão de quem chega é de estranhamento. Como disse meu amigo carioca, é muito concreto, muito cinza, muito tudo. Ele mesmo, tendo descoberto aos poucos o que a cidade tem de bom. Aquele lady side.

Não demora, o ‘por fora’ não interessa mais, só o ‘por dentro. As facilidades, os serviços 24h, o atendimento, a cena. E quando você finalmente está catequizado (aka addictive addicted) entende a primeira lição de civilidade que a cidade te fez engolir, que é não julgar as coisas pela forma, mas pelo conteúdo.