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Etiqueta hétero pra balada gay

abril 26, 2012

Se você mora em SP e curte balada, cedo ou tarde vai parar num clube gay, simplesmente porque é lá que rolam as melhores noites da cidade. Mas como fazer na 1a vez?

Primeiro de tudo, relaxe. Não é porque você está ali que todo mundo quer te comer. Se você for bonito alguns até vão querer. Mas essas histórias de passar mão na bunda, etc, são lendas urbanas. Se você for feio, bom, nem precisa se preocupar.

Existem lugares onde os gays são mais caricatos e outros onde eles são como você, seu irmão, seu amigo, gente normal. Não se ofenda se alguém flertar com você. Isso não significa que você é afeminado (bom… acho…) apenas interessante. Basta mostrar que você não está a fim, da mesma forma que faria se fosse uma mulher feia.

Ponto importante: banheiro de lugar gay geralmente é unisex. Tem travesti, sapatão, gay anão, parece um filme do Star Wars. Sem desespero. Espere para usar a cabine normalmente. Se for usar o mictório não fique olhando pros lados, pode ser entendido de outra forma e você acabar vendo mais informação do que gostaria.

Certos comportamentos que chocam os outros são super aceitos em clubes gays. Tem gente sem camiseta, pegação na pista e drogas também. Se você ver alguém dividindo uma pílula, já sabe, cara de ‘nada’. E como você não tem doze anos, nem preciso dizer para não aceitar nada de ninguém, nunca.

Por fim, segure a onda. Neguinho (e isso vale para as meninas) chega na balada e vê tanta liberdade e perde a linha, como se tivesse numa micareta em Berlim. Depois, acaba fazendo merda e põe a culpa na bebida. Lembre daquele famoso ditado que diz que “… de bêbado não tem dono”.

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Mudanças

abril 25, 2012

[descobri que a vida aos 30 não combina com tempo livre 😦 Pro blog não ficar as moscas fiz um up date num post do blog antigo… dica do Felipe]     

Não precisa de muito, uma breve enquete na varanda do Lions vai te revelar que muita gente que vive em São Paulo não nasceu necessariamente por aqui. São Paulo tem o Brasil todo. Ou melhor, o mundo todo. E esse mix de culturas e costumes exerce uma agressiva influência nas pessoas.

São Paulo tem o poder de mudar as pessoas. Para melhor e para pior. Tem aqueles que radicalizam, mudam o jeito de falar, de vestir, de andar. Mudam de amigos, de opção sexual, de profissão e até de time de futebol.

A questão é saber até onde podemos chamar isso de mudança. Nesse louco processo que é crescer, vamos aprendendo com nossos sucessos, fracassos, perspectivas e limites, e isso vai formatando aquilo que idealizamos como vida.

Tem gente que chama isso de mudança. Eu chamo de outro nome pois acredito que, no fim das contas, só nos tornamos o que na verdade sempre fomos.