Archive for maio \31\UTC 2012

Gagets que amamos, but…

maio 31, 2012

Não tem criatura que não goste dum gaget. A gente resolve pepino, combina balada, faz passar o tempo, é uma mão na roda. Mas, às vezes, eles também causam um estranhamento. Separei algumas situações desse tipo.

Foninho bluetooth. Poder falar no celular sem usar as mãos é de deus, mas o que explica bluetooth na aula de spining? Ou na balada, o cara lá, todo sedução com aquele lance na orelha. E uns ainda têm luzinha… Tenso.

Fone tiara (aquele que fica por trás da nuca). Parece implicância (e provavelmente é) mas véi, na boa… Você já põe tênis neon, shortinho mostra polpa, camiseta dry-fit e munhequeira, daí, ainda me aparece com fone tiara? Tem que ver isso aê.

Notebook descontrol. Não que eu esteja criticand… Tá! Mentira, tô criticando sim!!!! Quero entender qual a vibe do nego que sai de casa pra ficar sentado num café colado no notebook. Você quase pede desculpa por estar ali pra tomar só um café… Pior é que a tela brilha, dá uma vontade louca de ver o que a pessoa está acessando… Saio do Suplicy desnorteado.

Armband. Tá, esse eu tenho. É aquele elástico de braço pra enfiar seu iPod ou iPhone pra correr no parque. Comprei quando ganhei meu 1o iPod, acho funcional pra caramba mas nunca tive coragem de usar… Ok, confesso, já usei uma vez. Tá, ok, duas… Mais que isso não admito. E vamos mudar de assunto.

Festival Sonar

maio 16, 2012

São Paulo, dez da noite. Dirigindo para a 2a edição do Sonar, no Anhembi, você estranha a falta do tumulto na porta. Tudo é tão civilizado que até o cambista tem cartão de visita, “pra eventos futuros”, explica ele.

Lá dentro, modernos das mais variadas procedências desfilam seus alargadores de orelha entre 3 palcos: um no pavilhão de eventos, um no auditório e o terceiro, inusitado, escondido atrás de uma cortina preta, para se assistir em cadeiras.

No palco maior você procura pelo Cee Lo Green. Te explicam que ele saiu (oi?) e deixou convidados cantando. Cee Lo volta, canta Fuck You (a única música que você gosta conhece) e vai embora. Pelo menos já dá para falar que a gente viu, sentencia a amiga.

Mas o que 10 em cada 10 pessoas aguardavam ansiosamente era o Justice, um tipo de Black Eyed Peas dos hipster. Minutos para começar o show o pavilhão lota. Duplas, trios, turmas, correm de mãos dadas em direção ao palco, decorado com uma cruz iluminada.

O Justice entra. E samba de all-star fluo na cara da sociedade hispter. Alguns fãs cantam e gestualizam as letras, num tipo de histeria cool.  O show é memorável e, pra alegria do festival, faz geral esquecer a desistência de última hora da Bjork.

O show acaba. Todos resolvem ir para outra pista e você para a sua casa. Enquanto dirige de volta, chega a conclusão que se todo evento moderninho for assim, organizado, vazio e acabar cedo, vale a pena comprar uma jaqueta de náilon e fingir que OK GO é legal. Que venham os próximos.