Archive for the ‘amenidades’ Category

Pequenos prazeres

janeiro 13, 2015

rain

Quando a gente chega aos trinta aprende a dar valor aos pequenos prazeres. O que são pequenos prazeres? Transar pela manhã por exemplo não é um pequeno prazer. Mesmo que seja uma foda transa meia boca tudo que envolve uma segunda pessoa não dá pra categorizar pequeno.

Pequeno são aqueles prazeres que você tem sozinho. Transar consigo mesmo pode ser encarado como pequeno? Pode. Mas isso é algo que está sempre a mão (#trocadilhobaratodetected) e o que está em pauta é justamente o que você não tem mais.

Tipo sair do trabalho com o sol brilhando. Quem que consegue fazer isso? Eu que não, nem em horário de verão. E quando isso acontece saio me achando a última Oreo do pacote e cantando Aint No Mountain High Enough.

Malhar de tarde, pegar piscina, usar moletom, tirar a camiseta no calor. Ponto de atenção aqui hein, em São Paulo só tem 2 lugares onde você é melhor bem visto sem camiseta do que com, no parque do Ibirapuera ou na boate The Week.

E tomar um café lendo um livro sem se preocupar com a hora? Esse está nos meus top 10 pequenos grandes prazeres. Aliás esqueça o livro, a moda hoje é tomar café com um notebook. Perco o foco total com aquele monte de tela acesa. E a vontade de catar o que o colega tá acessando?!

Virar adulto traz muita coisa boa. Independência, bloody marys, levar desconhecidos para casa. Mas tem dias que a gente se dá conta do que a gente não tem mais e da ironia disso tudo, afinal, se hoje você não tem tempo é justamente para bancar os prazeres que você julgava grandes.

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Papo de dieta

novembro 14, 2012

O verão chegou. E com ele, a histeria em torno dos quilinhos acumulados. Pensando nisso, listei as dietas que tem feito a cabeça da galera na cidade.

O regime virótico: Um hit. Com São Paulo fazendo as 4 estações num dia só esse ficou fácil seguir. Basta você sair de manhã num visual verão. O tempo vai virar, você pegar uma gripe violenta, uma semana de cama e pá, reaparecer um palito. Meio pálido, meio passado? Sim! Porém magérrimo.

O tratamento da lama: Que lama mágica nada colega! Consiste em você terminar um relacionamento, chorar por dias, perder a fome, enfim, chafurdar na lama da desilusão. Quando a tristeza passar (não parece mas passa) você colhe os louros: um corpo trabalhado no osso pra levar pra pista.

A dieta do sol: numa cidade como São Paulo, esse não sai da moda nunca. E é bem simples. Você sai de segunda a segunda numa vida regada a sexo drogas e rock n’ roll, vendo o sol nascer todo dia. Em menos de um mês você deixa a Yasmim Brunet no chinelo.

A da magia negra: essa é a dieta das celebridades que tão sempre magra nas revistas tudo. A pessoa dá entrada no Copa D’Or para ter filho e já sai de lá com o filho no colo (da babá) e a barriguinha de fora, com tanquinho. Desculpa, só magia explica. No caso, a negra (contatos do pai-de-santo no meu mail, please).

E por fim, tem a dieta vida real: que é você cortar o doce, a pizza, dormir bem e malhar 40 minutos, cinco vezes por semana. Sim, cinco vezes. Mas como ralar que é bom ninguém quer, boa sorte com as quatro primeiras.

Os boy do divino

julho 11, 2012

boy do divino

A novela Avenida Brasil descortinou toda uma catiguria de carinhas que você ignora no dia-a-dia, mas que quando vê na balada (depois duns bons drinks, claro) daria o dedo mindinho pra fazer.

O cafuçu magia: é aquele tipo que parece ter visto uma pá de cimento antes mesmo duma mamadeira. O corpo sarado compensa a cara de dono da boca-de-fumo. Na balada, você só faz se for escondido, em casa, você só faz depois de esconder a Apple TV (por garantia).

Melhor representação da categoria: Darkson.

Cafuçu FAAP: Um upgrade do cafuçu magia. É aquele tipo de cara que o destino foi generoso, tipo filho da empregada criado pela patroa. Tem carro, tem estudo, tem escapulário de prata e o mais importante, tem um rostinho zona sul. #quemnunca?

Melhor representação da categoria: Jorginho.

Boy de longe: Às vezes é gato, às vezes é educado, às vezes até mora bem… Porém, em algum Jardim Casa do Caral**. Adora passear com o carro tunado no último volume. Fazer ou não, é com você, o problema é quando ele perguntar: na tua casa ou na minha?

Melhor representação da categoria: Iran.

It  xucro: Aquele boy que é tão xucro, tão marrento, que virou referência de categoria (leia-se pegável). Você sabe que não dá pra levar pra nenhum ambiente social com mais de duas pessoas (no caso, você e ele). Mas, como diria o ditado, tem vezes que não há lugar no mundo melhor que o lar.

Melhor representação da categoria: Leandro.

Gagets que amamos, but…

maio 31, 2012

Não tem criatura que não goste dum gaget. A gente resolve pepino, combina balada, faz passar o tempo, é uma mão na roda. Mas, às vezes, eles também causam um estranhamento. Separei algumas situações desse tipo.

Foninho bluetooth. Poder falar no celular sem usar as mãos é de deus, mas o que explica bluetooth na aula de spining? Ou na balada, o cara lá, todo sedução com aquele lance na orelha. E uns ainda têm luzinha… Tenso.

Fone tiara (aquele que fica por trás da nuca). Parece implicância (e provavelmente é) mas véi, na boa… Você já põe tênis neon, shortinho mostra polpa, camiseta dry-fit e munhequeira, daí, ainda me aparece com fone tiara? Tem que ver isso aê.

Notebook descontrol. Não que eu esteja criticand… Tá! Mentira, tô criticando sim!!!! Quero entender qual a vibe do nego que sai de casa pra ficar sentado num café colado no notebook. Você quase pede desculpa por estar ali pra tomar só um café… Pior é que a tela brilha, dá uma vontade louca de ver o que a pessoa está acessando… Saio do Suplicy desnorteado.

Armband. Tá, esse eu tenho. É aquele elástico de braço pra enfiar seu iPod ou iPhone pra correr no parque. Comprei quando ganhei meu 1o iPod, acho funcional pra caramba mas nunca tive coragem de usar… Ok, confesso, já usei uma vez. Tá, ok, duas… Mais que isso não admito. E vamos mudar de assunto.

Un caffe singolo

outubro 25, 2011

[fim de tarde numa cafeteria ráipe qualquer da cidade]

– Oi, um expresso com um pouco de leite por favor.

– Macchiato doppio ou solo?

– Não querida! É um expresso com leite mesmo.

– Foi o que eu disse senhor, Macchiato.

–  Se isso é um expresso com leite, então ok. 

– Doppio ou solo?

– (???) Como assim? É um cafezinho com leite cacilds.

– Sê-nhôr preciso saber se é doppio ou solo!

– [tenso] Normalzinho, pode ser?

– Solo então! Pavarotti acompanha?

– … Faz assim bambina, cê me cancela isso tutti que eu vou ali na padoca tomar meu cafezinho com leite… Ahh, faz favor, no culo que é bom não vai nada!?

Reage Jéssica

outubro 17, 2011

* ando numa correria e pra não deixar o blog as mosca tudo tunguei um post do meu antigo blog

Foi assim, fomos buscar o amigo recém saído de uma cirurgia. No caminho, a solicitação de uma volta maior para evitar as lombadas e pronto, paramos no território das travestis. Centauros dos tempos modernos, como diz o Jabor.

Ao atravessar a avenida a cena inusitada, duas das meninas rebolavam freneticamente na esquina, subindo e descendo, num tipo de competição cachorra. Sentadas na mureta as demais gritavam incentivando a competição. E os expectadores? Nós, passantes, com holofotes de farol. Cena digna de filme B.

Então uma delas gritou, reage Jéssica, reage! E pronto, sem saber, aquela traveca iniciava o movimento “Reage Jéssica”. E hoje, quando invariavelmente as coisas não dão muito certo e você sente o peso de ser gente grande, um amigo irônico (e bem filho da mãe, cabe dizer) não terá dúvidas em bipar seu celular com a mensagem: “reage jéssica”.

E você, ao invés de ficar puto, vai lembrar da cena e sorrir. Pois é na adversidade que nós, criaturas humanas, mostramos o nosso poder de reagir.

Etiqueta no Facebook

junho 20, 2011

Aproveitando a deixa da semana de moda, borá falar de etiqueta no Facebook. Não que eu tenha moral para isso. Mas pelo menos meu filme não está como o seu, mais queimado que o de toda elite diferenciada de Higienópolis junta. Vamos a isso:

Taguear os outros na foto. Pra começar, acho uma falha do site permitir marcar foto sem o accept do publicado. Na minha profissão isso é ilegal. Na vida real, merecia 10 chibatadas. E se a foto for ruim, perdia uma falange.

Segundo assunto, a erotização fotográfica. Foto de abdômen, de biquíni, ok! A gente sabe o poder da propaganda. Mas revelar demais não te deixa mais gostosa, só mais vulgar (o que pra alguns por aí, nem é problema).

Fazer Romeu & Julieta online. É tipo beijo de língua na fila do cinema. Você diz, ah, olha quem quer, mas não é bem assim. Sem contar o fato de expor sua felicidade a todo tipo de gente. A inveja é uma merda? É, mas algum amigo devia ter te contado que a sua cafonice também.

Por fim, o botãozinho de cutucar (que só pus reparo outro dia). A regra é claro Arnaldo, cutucar não é bom na vida real, quiçá na virtual. Seja educado e direto quando conhecer alguém na web. Bom, se você só tiver putaria más intenções na cabeça, vale não ser tão direto assim…

O staff pessoal

março 29, 2011

Todo mundo na vida precisa dum staff pessoal. Aquela pessoa ou grupo para cuidar quando o gelo acaba, quando você precisa de um álibi, ou simplesmente pra te dar suporte nas dificuldades do dia-a-dia, que não são poucas. Vamos as categorias.

Os aspones – são os profissionais. Tudo com nome em inglês para dar importância. Tipo personal shopper, personal assistant, stylist. É coisa de ex-BBB? É! Mas que deve ser uma dignidade ter um desses, isso deve.

Os amigos – Seja pra te ajudar, ou chorar com você. Ou dizer na sua cara meia dúzia de verdades. Um amigo é o melhor staff que alguém pode ter. E o melhor é que um jantar com boas risadas zera o favor que ele te fez.

A bichinha de estimação – hit entra as meninas. Aquele amigo semitrava que vai te maquiar, elogiar, te indicar o vestido certo e te dizer de forma meiga o que você já sabe, ou seja, que aquele cara só queria te comer.

Da família – nessa categoria a relação tem que ser muito boa. Misturar família em qualquer equação é complicado. Mas ainda existem irmãos, primos, tias e até mães que são mais ponta firme que muito produtor por aí. Ficadica.

Coquetel

janeiro 28, 2011

O verão tá drama. E mesmo São Paulo não sendo a melhor tradução da estação, tem lá seus segredos refrescantes para aguentar o calor. Tipo?

O Clericot do Lorena. Que vem numa jarrona lindona, bonito de ver. E de beber. Vale pedir uma mesa na varanda e ficar catando o vai e vem da brotagem.

Gaspacho do Gorila Café. Para rebater aquelas noites almodovianas, quando até a lua deixa a gente tenso. Ainda tem uma boa varanda pra tomar vento, beber e fumar sem encheção de militante. Priceless.

Caipirinha de lima do Squat. Vem num copo giga com muito gelo e um ramo (galho?) de hortelã. Sem miséria. Para você que tem problema de timidez, uma já é suficiente pra te deixa soltinho na vala.

Cerva da Dida. Talvez o bar de calçada mais eclético (e por isso bacanudo) da cidade. Garantia de Original gelada até as duas da manhã. E as mesinhas são do tipo casa de mãe, dá pra acolher quem chegar.

Por isso já sabe, a temperatura subiu e a noite caiu, põe uma berma, uma gola v e vai dar material pro destino acontecer.

Morningland

setembro 28, 2010

Acordar cedo de final de semana é dureza. Mas quando a gente resolve sair, redescobre uma cidade bem diferente. Até bucólica. Sem contar a fauna. Adoro sentar num café e olhar os tipos matinais passando.

Tem a turma do jogging. Um povo que não faz esforço pra abrir uma lata mas só sai de combinação da Nike, agasalho Adidas e aquele tênis branquíssimo que nunca fez um cooper na vida.

E tem a turma do cachorrinho. Sempre com ar entediado (será a hora?). Acho curioso quem chama o cão de filho mas não cumprimenta o vizinho. E ficam ali na rua com ar blasé, esperando o totó cheirar o cu do outro.

Ainda tem os baladeiros, na contramão de todo mundo. Aquele contraste de gente amassada indo dormir com amassada acordando. Aliás, tem coisa melhor que voltar da balada e comer um misto de chapa?

E tem as velhinhas, que você dá bom dia e que te cumprimentam de volta. Uma turma de gente fina, elegante e sincera, que por um segundo te faz acreditar que Sampa é até legal de se viver.