Archive for the ‘cafonagem’ Category

Desencanado

fevereiro 12, 2015

desencanado

Você faz o estilo desencanado né, me perguntou o xóvem. Fui meio-que-pego de surpresa enquanto tentava entender se aquilo tinha sido uma ironia  (já bem sabendo que era) e acabei concordando no automático, tipo uma gordinha que diz que está grávida mesmo sem estar.

Quando a roda se dissipou pedi um gin-tônica e refleti sobre o assunto. Fato! No who is who do mundo sócio-cosmopolita-hipster-metrossexual-paulistano, possivelmente você seria considerado uma criatura do tipo desencanada. E não é uma coleção de pulserinhas bacanuda que pode mudar esse veredicto.

No segundo gin-tônica você já começa a entender os porquês. Acontece que pra pessoas como você, é bem difícil ser estiloso sem deixar de ser prático. Afinal, nada te brocha mais do que gente que anda com álcool-gel na mochila e esteriliza tudo o que toca. Me pergunto como essa gente transa!

E antes que você comece a me imaginar na idade da pedra, faço aqui um parêntese. Estar asseado (tentei usar outra palavra mas não encontrei), vestido apropriadamente e saber a hora certa de falar, e principalmente, de não falar nada, não significa ter estilo mas educação.

O que me leva ao garoto no começo. Ele ter razão não exime a deselegância da opinião disfarçada de crítica, ainda mais quando você não conhece a pessoa. Eu poderia ter comentado que acho broxante homem de maquiagem. Mas como ele mesmo colocou, ainda bem que que eu estou na categoria dos desencanados e não dos francos.

Bearded

junho 25, 2014

barba Inverno em São Paulo é tempo de ousadia. Época deles falarem palavras como fondue e delas mostrarem seu senso de moda adquirido de blogueiras de moda + outlets estrangeiros. Inverno também é a época de suavizar a formalidade a favor do conforto deixando a barba crescer. Mas fique atento, a maioria por aí anda mirando no looking do viking sexy e acertando no mendigo craqueiro:

1a semana – Barba crescendo. Diria que é a melhor fase. Ignorar a gilete é a queima do sutiã do universo masculino. Exagerei? Tá, ok, mas que é libertador, isso é. E a gente ainda ganha 15 minutos para gastar com coisas mais importantes na vida. Tipo checar o Instagram ou jogar Perguntados.

2a semana – Barba tomando forma. É uma fase limbo, onda os pelos não f**** nem saem de cima. Nessa fase ‘cara de mendigo’ vale se vestir melhor para evitar a vendedora esnobe te medindo. Pois é! Estamos em 2014 e as pessoas julgam pela aparência sim, acostume-se.

3a semana – Barba preenchendo o rosto. Esta fase confirma que o lance é sério, você tá deixando crescer mesmo. A partir daqui você realiza que nem tudo são flores e que barba exige certos cuidados, tipo aparar e gastar com produtos. Sei que é difícil, mas evite a cara de bad boy em selfie.

4o semana – Barba grande. Você chegou lá. Pode solicitar seu freepass para o panteão dos lenhadores de boutique. Prepare-se para a condescendência dos hipster, o respeito dos brutos, a cobiça dos gays…

Agora, se a sua ideia foi pegar mulher, aí colega, errou rude. Simplesmente porque elas (pelo menos as que eu conheço) detestam barba e ouso dizer, têm até um nojinho. A não ser a do Beckhan (o David) ou do Brad (o Pitt). Não sendo você nenhum desses dois, vale usar por um tempinho pra pagar de hipster mas logo voltar pro seu visual antigo que você come mais mulher ganha mais.

Ooops, exagerei!

junho 19, 2013

momento2

Sim, a gente é do tipo que curte ficar louco. Só que às vezes a gente exagera. E se quando você era adolescente isso era fofo, hoje é cafona. Por isso, seguem diquinhas do que fazer quando você realizar que, ooops, passou do ponto.

Primeiro de tudo, parabéns. Ter ciência que você exagerou ao invés de continuar bebendo todas até cair no baixo Augusta e acordar com um vira lata lambendo a sua cara, é o primeiro sinal de que você não é um caso perdido.

Realizado seu estado, a próxima coisa é uma saída estratégica. Sim. Vazar, sumir, riscar o chão. Ah, você estava paquerando alguém? Colega, nada mais broxante que bêbado tentando sensualizar. Aceita! Suma e se desculpe no outro dia. Melhor um mistério no ar do que seu almoço low carbs no chão.

Dica importantíssima, evite deitar. Deitar louco é tipo tomar a pílula vermelha da Matrix. Tudo vai girar e você pode sair dessa dimensão. De repente, até acordar numa sala escura com um negão que tem pouquíssimas chances de se chamar Morpheus.

Por fim, peça uma coca. A preta colega, a de tomar. Sim, a gente sabe que Coca-cola arrasa a dieta, mas cura que é uma beleza. Também serve água. Que no caso dos meus amigos, funciona muito melhor na cara do que na boca.

Por fim, repita o mantra: não vou beber tipo adolescente de novo, não vou beber tipo adolescente de novo… Não que a gente acredite nisso, mas ajuda a manter o foco até o táxi chegar em casa. Depois é só se jogar na cama. E claro, torcer pra não aparecer tagueado numa foto queima filme no dia seguinte.

O carnaval a boca pequena

fevereiro 19, 2013

ipanema

Daí que o carnaval se foi. Com ele, a reputação que a gente jurava que tinha. Floripa, Rio ou Salvador o que não faltou foi assunto praquele tipo de mídia que não poupa ninguém, o da boca pequena. O que eu ouvi por aí?

Que a grande atração das festas em Floripa não foi nem o DJ, nem o local, nem a infra, mas a mata em volta.

Que no rio, o nível de civilidade da Banda de Ipanema tava pau a pau (oi) com a pipoca do bloco Crocodilo, da Daniela … Que de onde eu vi, parecia uma cena da Ilha do Doutor Moreau (Google).

Que a quantidade de substância tóxica (chamemos assim) que o povo descarregou em Floripa dava pra matar os mosquitos de Ilha Bela (SP) por um ano.

Que pela 1a vez São Paulo surpreendeu pelos bloquinhos. Pela chatice, não.

Que a coisa, mais coisa com coisa, que o povo no Rio dizia era: tô no carro da iguana.

Que em Olinda, um frequentador dum badalado estúdio de personal, na rua Consolação, estava caído na rua vestido de odalisca (rs amo. Bêjo no coração seja lá quem você for).

Que no Rio, o turbante liberou (entenda como quiser essa info).

Que nos moto-táxis de Savador só tinha a opção com emoção (idem item acima).

Que a enfermaria da TW Sul a faixa etária parava no ensino fundamental. E que lotou da classe to-da.

E que a inveja é uma merda … Portanto, se você curtiu, causou e fez valer esse feriado, que será um dos poucos este ano, tá de parabéns. Carnaval taí pra isso e como diria Lulu (no caso, o Santos) vamos nos permitir. Que o ano finalmente comece.

Papo de dieta

novembro 14, 2012

O verão chegou. E com ele, a histeria em torno dos quilinhos acumulados. Pensando nisso, listei as dietas que tem feito a cabeça da galera na cidade.

O regime virótico: Um hit. Com São Paulo fazendo as 4 estações num dia só esse ficou fácil seguir. Basta você sair de manhã num visual verão. O tempo vai virar, você pegar uma gripe violenta, uma semana de cama e pá, reaparecer um palito. Meio pálido, meio passado? Sim! Porém magérrimo.

O tratamento da lama: Que lama mágica nada colega! Consiste em você terminar um relacionamento, chorar por dias, perder a fome, enfim, chafurdar na lama da desilusão. Quando a tristeza passar (não parece mas passa) você colhe os louros: um corpo trabalhado no osso pra levar pra pista.

A dieta do sol: numa cidade como São Paulo, esse não sai da moda nunca. E é bem simples. Você sai de segunda a segunda numa vida regada a sexo drogas e rock n’ roll, vendo o sol nascer todo dia. Em menos de um mês você deixa a Yasmim Brunet no chinelo.

A da magia negra: essa é a dieta das celebridades que tão sempre magra nas revistas tudo. A pessoa dá entrada no Copa D’Or para ter filho e já sai de lá com o filho no colo (da babá) e a barriguinha de fora, com tanquinho. Desculpa, só magia explica. No caso, a negra (contatos do pai-de-santo no meu mail, please).

E por fim, tem a dieta vida real: que é você cortar o doce, a pizza, dormir bem e malhar 40 minutos, cinco vezes por semana. Sim, cinco vezes. Mas como ralar que é bom ninguém quer, boa sorte com as quatro primeiras.

Modismo grego

setembro 28, 2012

Prometi posts da viagem mas estava pegando ocupado e só tive contato com a web pra fomentar a inveja alheia via Instagram. E agora acho que o assunto viagem datou. Mas borá falar dos modismos de lá, já que reparei muita coisa boa (amém) mas também muita coisa estranha. Vamos a isso:

Cachecol rulê. Começou com os italianos (meio uma praga na ilha) e virou hit. Pois o lance era que, num calor da pourra, os caras torciam um cachecol e enrolavam no pescoço, igual imobilizador cervical. Geral usava, tipo flash mob.

Perna depilada. Sim, você leu certo. Outro modismo que chegou com os italianos. Diz que eles valorizam perna lisa e hiper bronzeada. Daí pergunto, e masculinidade? Cadê valor nessa escala?

Sunga speedo. Pra falar disso, vale dizer que não existe moda praia na Europa, cada um usa o que quiser (isso quando usa). Mas sunga fina do lado não fica bem nem num deus grego, quiça numa criatura normal.

Tênis botinha. Não sou um cara féshion e não sei o que é in ou não (até porque gosto é que nem cu e cada um tem o seu) mas era muito estranho ver, naquele ambiente, aquela bando de cano alto em tom amarelo, prata, dourado ou flúor (e a areia gent?).

Daí que você olha a lista acima e pensa: véi, na boua, tudo bixoooona. Pois olho nos teus olhos (via web cam) e te digo com toda sinceridade (cof cof) que, tirando o tênis botinha, era tudo modismo hétero. Pois é colega, Europa é assim, o povo é aprumado, tem passaporte vermelho, mas exerce essa conduta. Minha dica é fazer que nem quando a conta chegava na mesa do bar, aceita. E fim.

Euro Boy

agosto 13, 2012

Você se dedicou, malhou bastante, encarou shakes de baunilha e chegou na etapa final para ser aceito nas fervidas areias de Mikonos: escolher o tipo que você vai fazer na praia…

Ah, você não quer fazer tipo? Você quer ser você mesmo? Colega, lugar pra idealismo é o Posto 9 não a Grécia. A seguir, um resumo simples dos estilos que imperam por lá, basta rememorar seus brinquedos de infância, escolher um e ser feliz.

Estilo Ken: hit absoluto. Alto, definido, cara de nada, cabelo divididinho pro lado. O andar é duro, tipo bonequinho. Cabe acessórios como óculos, sungas, jóias. Sendo grife, tá valendo. É meio gay, mas diz que é assim mesmo (até porque, em Mikonos tá tudo em casa…)

O Falcon: Quem nunca teve um? Barba rala, cabelo bem cortado na máquina, que pode ser claro ou escuro (porque tinha 2 modelos). Pra você que acha puxado ser full metrossexual, vale lembrar que o Falcon tinha até pêlos no corpo. Eu faria… O estilo colega, o estilo.

Comandos em Ação: Todo articuladinho, troncudinho e definido. Digamos que é o corpo que mais se assemelha a realidade. Sempre vinham vestidos em uniforme de guerra, mas, se levarmos em consideração o fervo da ilha, fica até providencial. 

He-Man: Ficava de cara com o tamanho da coxa do He-man, um lance meio fisiculturismo. Na vida real acho bizarro esse tipo, que não rola muito nas praias da Europa. Coincidência ou não, era o único boneco sem volume embaixo da tanga. Dó, né?

[PS: Saio de férias pra Grécia e Turquia. Posts direto da EUR em breve. Abraços]

Os boy do divino

julho 11, 2012

boy do divino

A novela Avenida Brasil descortinou toda uma catiguria de carinhas que você ignora no dia-a-dia, mas que quando vê na balada (depois duns bons drinks, claro) daria o dedo mindinho pra fazer.

O cafuçu magia: é aquele tipo que parece ter visto uma pá de cimento antes mesmo duma mamadeira. O corpo sarado compensa a cara de dono da boca-de-fumo. Na balada, você só faz se for escondido, em casa, você só faz depois de esconder a Apple TV (por garantia).

Melhor representação da categoria: Darkson.

Cafuçu FAAP: Um upgrade do cafuçu magia. É aquele tipo de cara que o destino foi generoso, tipo filho da empregada criado pela patroa. Tem carro, tem estudo, tem escapulário de prata e o mais importante, tem um rostinho zona sul. #quemnunca?

Melhor representação da categoria: Jorginho.

Boy de longe: Às vezes é gato, às vezes é educado, às vezes até mora bem… Porém, em algum Jardim Casa do Caral**. Adora passear com o carro tunado no último volume. Fazer ou não, é com você, o problema é quando ele perguntar: na tua casa ou na minha?

Melhor representação da categoria: Iran.

It  xucro: Aquele boy que é tão xucro, tão marrento, que virou referência de categoria (leia-se pegável). Você sabe que não dá pra levar pra nenhum ambiente social com mais de duas pessoas (no caso, você e ele). Mas, como diria o ditado, tem vezes que não há lugar no mundo melhor que o lar.

Melhor representação da categoria: Leandro.

A ponte (no caso, aérea)

junho 26, 2012

Quem gosta do Rio de Janeiro como a gente, tem que estar escolado a evitar situações que podem transformar uma ponte RJ/SP num desastre aéreo. Tipo?

Nunca jamais never viaje confortável despojado. Outro dia, vi na TV um cara dizendo que roupas confortáveis podem salvar você num flight disaster. Besteira. Desastre é sair por aí de moletom e sandália croc. Regra pra vida: em aeroportos ligue o “modo gato’, sempre.

O Rio não é Ibiza e você não é Carrie Bradshaw. Sei que é duro ouvir isso mas o estilo malvino-salvadorismo (panamá + jeans + Havaianas) só fica bom no Malvino. E olhe lá. E como nunca é tarde pra dizer, bermuda do surf, só na areia.

Esperar uma mala na esteira pode durar o tempo dum voo. Sei que é difícil, sei que é osso, mas se você não aprender a compactar uma mala para um final de semana, você não é ninguém no mundo moderno. Aprenda essa e nunca mais despache na vida.

Aeroportos são imprevisíveis. Ao invés de levar uma gilete e ameaçar se matar no guichê da TAM (brinqs, q eu sei que você vai de Webjet) no caso de atraso, muna-se de um celular 3G e um bom livro que você muda o destino de uma nação. Bom, pelo menos da nação que habita seu corpo.

Por fim, mantenha o bom humor. Lembre-se de que você está só numa ponte aérea, outros podem estar na segunda ou terceira escala, vindo sabe-se lá de onde. Sorrir abre portas, facilita favores e faz brotar telefones anotados em notinhas amarelas da Cielo. Se por ventura isso te acontecer (tá vendo a importância do item anterior?) faça o tempo passar navegando no Facebook alheio… E boa viagem.

Gagets que amamos, but…

maio 31, 2012

Não tem criatura que não goste dum gaget. A gente resolve pepino, combina balada, faz passar o tempo, é uma mão na roda. Mas, às vezes, eles também causam um estranhamento. Separei algumas situações desse tipo.

Foninho bluetooth. Poder falar no celular sem usar as mãos é de deus, mas o que explica bluetooth na aula de spining? Ou na balada, o cara lá, todo sedução com aquele lance na orelha. E uns ainda têm luzinha… Tenso.

Fone tiara (aquele que fica por trás da nuca). Parece implicância (e provavelmente é) mas véi, na boa… Você já põe tênis neon, shortinho mostra polpa, camiseta dry-fit e munhequeira, daí, ainda me aparece com fone tiara? Tem que ver isso aê.

Notebook descontrol. Não que eu esteja criticand… Tá! Mentira, tô criticando sim!!!! Quero entender qual a vibe do nego que sai de casa pra ficar sentado num café colado no notebook. Você quase pede desculpa por estar ali pra tomar só um café… Pior é que a tela brilha, dá uma vontade louca de ver o que a pessoa está acessando… Saio do Suplicy desnorteado.

Armband. Tá, esse eu tenho. É aquele elástico de braço pra enfiar seu iPod ou iPhone pra correr no parque. Comprei quando ganhei meu 1o iPod, acho funcional pra caramba mas nunca tive coragem de usar… Ok, confesso, já usei uma vez. Tá, ok, duas… Mais que isso não admito. E vamos mudar de assunto.