Archive for the ‘cotidiano’ Category

Pequenos prazeres

janeiro 13, 2015

rain

Quando a gente chega aos trinta aprende a dar valor aos pequenos prazeres. O que são pequenos prazeres? Transar pela manhã por exemplo não é um pequeno prazer. Mesmo que seja uma foda transa meia boca tudo que envolve uma segunda pessoa não dá pra categorizar pequeno.

Pequeno são aqueles prazeres que você tem sozinho. Transar consigo mesmo pode ser encarado como pequeno? Pode. Mas isso é algo que está sempre a mão (#trocadilhobaratodetected) e o que está em pauta é justamente o que você não tem mais.

Tipo sair do trabalho com o sol brilhando. Quem que consegue fazer isso? Eu que não, nem em horário de verão. E quando isso acontece saio me achando a última Oreo do pacote e cantando Aint No Mountain High Enough.

Malhar de tarde, pegar piscina, usar moletom, tirar a camiseta no calor. Ponto de atenção aqui hein, em São Paulo só tem 2 lugares onde você é melhor bem visto sem camiseta do que com, no parque do Ibirapuera ou na boate The Week.

E tomar um café lendo um livro sem se preocupar com a hora? Esse está nos meus top 10 pequenos grandes prazeres. Aliás esqueça o livro, a moda hoje é tomar café com um notebook. Perco o foco total com aquele monte de tela acesa. E a vontade de catar o que o colega tá acessando?!

Virar adulto traz muita coisa boa. Independência, bloody marys, levar desconhecidos para casa. Mas tem dias que a gente se dá conta do que a gente não tem mais e da ironia disso tudo, afinal, se hoje você não tem tempo é justamente para bancar os prazeres que você julgava grandes.

Bairro de firma

julho 17, 2014

firma

No quesito urban fail poucos lugares ganham de São Paulo, uma cidade cheia de fenômenos urbanísticos de dar medo. Um deles é o bairro de firma, aquele lugar com alta concentração de escritórios e que por conta disso se tornam lugares hostis a pessoas com sistema nervoso fraco. Quatro maneiras de você reconhecer que está num bairro de firma:

Crachazismo. Tipo de TOC corporativo que leva a pessoa a ter orgulho de andar com o crachá no pescoço. Se um dia você se ver numa rua onde as pessoas estão todas sinalizadas com nome e cargo, caminhando numa velocidade acima do normal, batata, você está num bairro de firma.

Barreirinha humana. São aqueles grupinhos que trabalham juntos, saem juntos, almoçam juntos e andam blocadinhos fazendo barreiras humanas na calçada. E você fica atrás inalando fumaça (sim, eles fumam juntos também) tentando ultrapassar o povo. E quando você dribla uma, pá, tem outra lá na frente.

Quilo descontrol. Nada contra restaurante de quilo. Na verdade até simpatizo por conta do valor, o problema é quando você tem que almoçar com um cliente, uma paquera, ou algum amigo e só tem quilo no bairro. É puxado demais tentar manter o glamour com bandejinha na mão viu.

Sinal E. Pra mim o pior. Pois não há 3G que aguente (no Brasil, claro) a densidade demográfica dos bairros de firma somados a profusão de departamentos de TI. Qualquer dia desenvolvo uma úlcera tentando abrir apps de importância vital (alô, Instagram?) enquanto o fantasminha do sinal Edge tripudia na minha cabeça.

Mas louco, louco mesmo, é ver como estes bairros se transformam num paraíso nos finais de semana, sem trânsito, sem barreirinhas, sem cigarro e sem estresse. Se um dia um santo estender o final de semana para três dias, posso até pensar em cotar o Itaim ou a vila Olímpia para chamar de meu. Mas até lá…

Brilhe em 2013

janeiro 10, 2013

artsy1

Alto(a), baixo(a), magro(a) gordo(a), hétero, gay. Tirando pra quem quer dormir com você isso importa cada vez menos. Mas importa (e muito) o jeito que você se veste, age e se mostra. Então colega, senta aqui e deixa eu te contar um negocinho pra ter rikeza e poder em 2013:

. Você que fala demais é um perigo. Sobretudo para si mesmo. Uma dica que pode ajudar você numa rodinha nova: ocupe a boca. Fume, beba, beije mas fique ao máximo calado e guarde seu brilhantismo pro seu labrador.

. Você gosta de moda? Ótimo. Mas está na hora de você se conformar que se destacar pelo figurino, em qualquer lugar do mundo, é um erro. Elegância rima com discrição. Quer brilhar? Monange Hidrasháine. E só.

. Essa dica é meio dura. Preparado? Sorrir é cartão de visitas. Você ganha o suficiente para um bom dentista te deixar com aquele piano na boca. Se precisar, parcele. Tudo bem gostar da Luciana Gimenez mas o seu padrão de qualidade tem que ser Globo. Sempre.

. Outra coisa, intimidade no trabalho só para amigos. E amigos no trabalho não existem. Pegou? E sim, aquela amiga que te elogia todo dia quer mesmo é te ver morta. Homens, há exceções. Mulheres, é regra.

. Todo bonzinho morre coitadinho. Seja firme com quem passou por cima de você, não importa a razão. Não aconselho dar troco, mas se for dar, dê de forma que a pessoa tenha medo de você pra sempre. Certas coisas não se perdoam e ponto final.

Tudo acima foi testado pessoalmente, afinal, de alguma coisa vale estar na casa dos trinta. Como saber se você está no caminho certo? Descubra o que andam falando de você. Se for muito, muito mal, pode continuar. O sucesso é por aí querido.

 

[obs: esse post foi originalmente escrito há dois anos atrás. ele continua atual e eu continuo sem tempo. então taí.]

Os boy do divino

julho 11, 2012

boy do divino

A novela Avenida Brasil descortinou toda uma catiguria de carinhas que você ignora no dia-a-dia, mas que quando vê na balada (depois duns bons drinks, claro) daria o dedo mindinho pra fazer.

O cafuçu magia: é aquele tipo que parece ter visto uma pá de cimento antes mesmo duma mamadeira. O corpo sarado compensa a cara de dono da boca-de-fumo. Na balada, você só faz se for escondido, em casa, você só faz depois de esconder a Apple TV (por garantia).

Melhor representação da categoria: Darkson.

Cafuçu FAAP: Um upgrade do cafuçu magia. É aquele tipo de cara que o destino foi generoso, tipo filho da empregada criado pela patroa. Tem carro, tem estudo, tem escapulário de prata e o mais importante, tem um rostinho zona sul. #quemnunca?

Melhor representação da categoria: Jorginho.

Boy de longe: Às vezes é gato, às vezes é educado, às vezes até mora bem… Porém, em algum Jardim Casa do Caral**. Adora passear com o carro tunado no último volume. Fazer ou não, é com você, o problema é quando ele perguntar: na tua casa ou na minha?

Melhor representação da categoria: Iran.

It  xucro: Aquele boy que é tão xucro, tão marrento, que virou referência de categoria (leia-se pegável). Você sabe que não dá pra levar pra nenhum ambiente social com mais de duas pessoas (no caso, você e ele). Mas, como diria o ditado, tem vezes que não há lugar no mundo melhor que o lar.

Melhor representação da categoria: Leandro.

Gente estranha

março 27, 2012

ImagemPeople are strange, disse o Jim. E bota strange nisso.  E em alguns casos, o melhor a fazer é sair de perto. Alguns exemplos:

A tia gorda louca. Aquela tia carente que puxa papo na rua. Num 1o olhar ela parece normal, até não falar coisa com coisa. Primeiro a gente responde, depois ignora e, diante da insistência, vai embora. Tenho dó, mas já lido com tanto pirado que no tempo livre quero sossego.

O bêbado chato. Vai da depressão a agressividade numa taça de prosseco. Não confundir com a sua namorada no fim do mês, isso é TPM. Já conheci muito bêbado engraçado e quero que eles sejam felizes, mas num boteco bem longe de mim.

O militante. Pior do que o bêbado, porque consegue ser chato mesmo sóbrio. Defende o verde, enche seu Facebook com cachorrinhos abandonados e milita pelo PT. Você até pode achar normal, mas pra mim gente assim é patologia.

O xavequeiro sem noção. Você está na sua e chega ele, todo sedução: rabo de cavalo, tetinhas, brinquinho. Você dispensa, ignora, trata mal e o cara lá, insistindo. Coragem eles têm, admito (e admiro) o que falta é semancol.

A pessoa sincera. Não é seu amigo, parente, nada seu. Vocês mal se conhecem até que ele comeca a querer te ‘dar uns toques’, gongando sua aparência, profissão, vida pessoal. O ideal seria eliminar, com requintes de tortura. Na impossibilidade, saia de perto.

Finalizo com uma dica duma amiga, que disse que pra gente descobrir se a pessoa é louca, louca mesmo, basta bater palmas. Se a pessoa começar a dançar, é batata. Louquíssima. Daí uma vez fiz isso… Mas a pessoa assustada saiu do lado, provavelmente me tirando de louco, claro.

Placas do Parque

março 12, 2012

Passeando pelo parque do Ibirapuera (um vício novo e bem vindo) pensei em impossíveis plaquinhas de advertência que poderiam tornar a convivência por lá melhor. Espia e me diz se você não concorda?

Não faça cera pra liberar a vaga. Acabou? Entrou, ligou, vazou.

Para as pessoas que ficam alongando no capô, ou no celular, fingindo não ver a fila de espera. É feio. Tanto o ato quanto a pessoa, que se fosse boa coisa não precisaria chamar a atenção dessa forma.

Gosto é que nem cu e cada um tem o seu, mas ao vir ao parque evite roupas desconfortáveis.

Pras desavisadas de salto alto, maquiagem, jeans Gang. No geral, a galera acerta na pouca roupa, confirmando o verão como a melhor época do ano para se apreciar a fauna local.

As mina NÃO pira na marmita. Faça piquenique no lugar indicado.

Na praia é costume comer de tudo, até levar isopor. Já no parque não pega bem não. Melhor levar um lanchinho ou graninha extra para um açaí (essa é pessoal).

Se você é movido a música, outros são a silêncio. Respeite.

Sampa tem pouco lugar pra se curtir o silêncio. Daí, imagina o que as pessoas pensam a seu respeito quando você passa com seu celular tocando tche-tche-rere no último volume? A orelha da sua mãe deve ficar beeem vermelha.

Galera, matinho não é motel.

Acho que essa não preciso explicar…

Deu mole

julho 29, 2011

Maria vinha na quebrada. Cel na mão, bolsa no braço, Louboutin no pé e nada na cabeça. Tomou um pescotapa na esquina e ficou só com os sapatos (a única coisa realmente de valor). Mas podia ter evitado o susto se não tivesse dado mole.

Zeca morou fora. Caminhava pela rua como se caminhasse pela Plaça Catalunya. Trombou uma bike e acabou caminhando mesmo pro hospital.

Lucão é cheio de razão. E de ternos, de tiques nervosos e de pressa. Numas, meteu o pé na faixa antes de sinal abrir. Hoje, além de tudo o que ele já tem, também tem um gesso na perna.

Moral das história (sic), o mundo está um caos, as cidades violentas e as pessoas cada vez mais malucas. Se for pra dar mole que seja pra paquera do bloco C, que mesmo perdendo você sai ganhando.

Etiqueta no Facebook

junho 20, 2011

Aproveitando a deixa da semana de moda, borá falar de etiqueta no Facebook. Não que eu tenha moral para isso. Mas pelo menos meu filme não está como o seu, mais queimado que o de toda elite diferenciada de Higienópolis junta. Vamos a isso:

Taguear os outros na foto. Pra começar, acho uma falha do site permitir marcar foto sem o accept do publicado. Na minha profissão isso é ilegal. Na vida real, merecia 10 chibatadas. E se a foto for ruim, perdia uma falange.

Segundo assunto, a erotização fotográfica. Foto de abdômen, de biquíni, ok! A gente sabe o poder da propaganda. Mas revelar demais não te deixa mais gostosa, só mais vulgar (o que pra alguns por aí, nem é problema).

Fazer Romeu & Julieta online. É tipo beijo de língua na fila do cinema. Você diz, ah, olha quem quer, mas não é bem assim. Sem contar o fato de expor sua felicidade a todo tipo de gente. A inveja é uma merda? É, mas algum amigo devia ter te contado que a sua cafonice também.

Por fim, o botãozinho de cutucar (que só pus reparo outro dia). A regra é claro Arnaldo, cutucar não é bom na vida real, quiçá na virtual. Seja educado e direto quando conhecer alguém na web. Bom, se você só tiver putaria más intenções na cabeça, vale não ser tão direto assim…

O staff pessoal

março 29, 2011

Todo mundo na vida precisa dum staff pessoal. Aquela pessoa ou grupo para cuidar quando o gelo acaba, quando você precisa de um álibi, ou simplesmente pra te dar suporte nas dificuldades do dia-a-dia, que não são poucas. Vamos as categorias.

Os aspones – são os profissionais. Tudo com nome em inglês para dar importância. Tipo personal shopper, personal assistant, stylist. É coisa de ex-BBB? É! Mas que deve ser uma dignidade ter um desses, isso deve.

Os amigos – Seja pra te ajudar, ou chorar com você. Ou dizer na sua cara meia dúzia de verdades. Um amigo é o melhor staff que alguém pode ter. E o melhor é que um jantar com boas risadas zera o favor que ele te fez.

A bichinha de estimação – hit entra as meninas. Aquele amigo semitrava que vai te maquiar, elogiar, te indicar o vestido certo e te dizer de forma meiga o que você já sabe, ou seja, que aquele cara só queria te comer.

Da família – nessa categoria a relação tem que ser muito boa. Misturar família em qualquer equação é complicado. Mas ainda existem irmãos, primos, tias e até mães que são mais ponta firme que muito produtor por aí. Ficadica.

Brilhe em 2011

dezembro 8, 2010

Alto(a), baixo(a), magro(a) gordo(a), hétero, gay. Tirando pra quem quer dormir com você isso importa cada vez menos. Mas importa (e muito) o jeito que você se veste, age e se mostra. Então colega, senta aqui e deixa eu te contar um negocinho pra ter rikeza e poder em 2011:

. Você que fala demais é um perigo. Sobretudo para si mesmo. Uma dica que pode ajudar você numa rodinha nova: ocupe a boca. Fume, beba, beije mas fique ao máximo calado e guarde seu brilhantismo pro seu labrador.

. Você gosta de moda? Ótimo. Mas está na hora de você se conformar que se destacar pelo figurino, em qualquer lugar do mundo, é um erro. Elegância rima com discrição. Quer brilhar? Monange Hidrasháine. E só.

. Essa dica é meio dura. Preparado? Sorrir é cartão de visitas. Você ganha o suficiente para um bom dentista te deixar com aquele piano na boca. Se precisar, parcele. Tudo bem gostar da Luciana Gimenez mas o seu padrão de qualidade tem que ser Globo. Sempre.

. Outra coisa, intimidade no trabalho só para amigos. E amigos no trabalho não existem. Pegou? E sim, aquela amiga que te elogia todo dia quer mesmo é te ver morta. Homens, há exceções. Mulheres, é regra.

. Todo bonzinho morre coitadinho. Seja firme com quem passou por cima de você, não importa a razão. Não aconselho dar troco, mas se for dar, dê de forma que a pessoa tenha medo de você pra sempre. Certas coisas não se perdoam e ponto final.

Tudo acima foi testado pessoalmente, afinal, de alguma coisa vale estar na casa dos trinta. Como saber se você está no caminho certo? Descubra o que andam falando de você. Se for muito, muito mal, pode continuar. O sucesso é por aí querido.