Archive for the ‘hors concours’ Category

A arte de receber

novembro 9, 2010

Receber é uma arte. Nada a ver com a entidade que você recebe quando mistura vodka com bala. Isso se chama exu-caveirinha colega. Me refiro a receber os amigos em trânsito.

Eu recebia. Hoje não tenho mais apê, logo, não recebo nem o senso. Mas tenho amigos que são verdadeiros experts. Com eles aprendi que hospedar não tem a ver com luxo, mas com deixar o convidado a vontade.

Meu amigo do Rio costuma me receber com um post it: põe a sunga e vem pra praia. Adoro. O de Brasília fez até welcome kit. Uma toalha perfumada, uma caixa de bombons e uma cartinha linda. Berço colega, berço.

Já minha prima, que morava na Barra, era mais direta. Deixava a chave do apê, do carro e uma cartinha: volte vivo por favor! Essa me conhece bem. Tem ainda aquele que te recebe socialmente.

Ou seja, te leva pra sair, pra balada e ainda te inclui no grupo de amigos dele. Como meu amigo de Recife. E Barcelona. E se você for bacana ainda vira melhor amigo de infância dos amigos deles, voltando pra casa com muita história pra contar… e aquele aperto no peito que só esse tipo de viagem dá.

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Festa em BSB

novembro 1, 2010

Brasília. Aeroporto internacional. Já no desembarque o movimento de figurinhas do eixo rio-sp dá o tom do que seria o final de semana na cidade, com uma extensa programação de festas.

Quem acha São Paulo caro tem que vir pra cá, diz o amigo, com o taxímetro nos sessenta merréis e vocês longe de chegar. Na recepção, uma cartinha linda, uma caixa de bombons e uma taça de lambrusco mandam o cansaço embora.

No agitado dia seguinte a calmaria vem em forma de piscina bafo com vista pro lago. Muitos amigos, drinks, carão e sol no centro-oeste do Brasil, culminando com um chill in bacanudo e uma festa de arromba com o DJ querido André Garça e o top DJ Perter Rauhofer.

Hora de ir mas não de dormir. Um banho e um café são o bastante para mais um round, no chill out do lago sul. Novos amigos, risadas e perspectivas. E a manhã vira tarde, que vira noite, sinalizando a hora da despedida.

De volta, você realiza o quanto aproveitou a cidade. E no momento certo, já que depois do enterro da ética nesse último final de semana, vai demorar uns 4 anos para você ter vontade de novo de passear por lá. Ah Brasil.

Fator inverno

agosto 10, 2010

Não gosto de frio. Pra mim o melhor do inverno daqui é o verão lá fora. Pena que nem sempre a gente tem condições de viajar quando o tempo esfria.

Se antes eu não simpatizava com o inverno hoje eu não gosto mesmo. Acho um saco ter que viver indoor. Depois, tenho dificuldade de acordar cedo. Sofro bacarái para levantar da cama com dez, doze graus lá fora.

E tem o fator comida. Porque no inverno a gente se permite certos abusos. Palavras tipo ‘quatro queijos’ soam como um single novo da Amy Winehouse. E na metade da estação você já olha com saudades os seus jeans skinny.

Tudo bem que dormir agarradinho no frio é tudo. Mas eu prefiro o calor, suor e poder fumar na varanda após uma noite de luxúria. E mais, o inverno faz a gente pensar em coisas de gosto duvidoso… Tipo transar de meias.

Ok, no frio a gente finge que é refinado. Se veste melhor, toma vinho importado e come fondue. Mas no fundo, não vê a hora do frio ir embora pra voltar a ser índio, beber caipirinha na areia e tomar banho de mar. Eu pelo menos.

Muito Londres

agosto 3, 2010

Londres é muito tudo. Muito grande, muito linda, muito intensa, muito cosmopolita. Durante o período que viajei pela Inglaterra estive por lá duas vezes. Ambas muito bacanas.

Como toda cidade europeia a arquitetura impressiona pela imponência onde tudo cheira a cultura, história… E xixi dependendo no local. O tube (metrô) é babado, diz que um dos mais antigos do mundo e te leva a qualquer lugar em minutos. O mix é forte e certa vez num vagão pesquei 5 línguas diferentes.

Na Europa tenho o police de fazer o máximo de coisas a pé, assim conheço a cidade e sinto a vibe da rua, um prazer meu. O segredo é ter um mapa na mão e marcar o passo no iPod. Cansei de disparar pelas ruas do Soho ouvindo A Cause de Garçom. E nem confiança.

É um pecado resumir Londres num post. Como não falar de Covent Garden? Ou das feiras tipo Borough Market? Da comunidade mulçulmana e indiana em Paddington? De como é descer em Waterloo Station e Pá, dar de cara com a London Eye, o Parlamento, o Big Ben? Muito foda!

Mas se tivesse que escolher um símbolo seria  Brick Lane, no east london. Outrora abandonada a área foi regenerada pela juventude moderna e colorida, com lojinhas, lofts, mercados, bares e muito agito.

Foi ali perto, no Hoxton Bar, brindei com champanhe meu último dia londrino. Era noite de sábado, a rua fervia, acendi um cigarro, abracei a todos e desapareci no turbilhão de Old Street Station, no último trem da noite e da minha temporada na capital do mundo.

Momento

junho 18, 2010

Ano passado tive a sorte de pegar a Pride em Paris. Descendo o boulevard Saint-Germain, três dias após a morte de Michael, o DJ lançou Beat it. O dia estava lindo, o povo emocionado, eu meio bêbado e pá… Tive um momento.

Ter um momento é realizar aquele segundo em que o tempo para e que, por um instante, o mundo vale muito muito a pena de se viver.

Ninguém precisa viajar pra ter um momento. Já tive momento com os amigos sentado na rua, namorando em casa e até sozinho vendo um filme. Tem mais a ver com seu estado de espírito do que com o lugar.

Ruim é perceber que apesar da nossa pretensa vida cool, esses momentos estão cada vez mais raros. E que se antes você era mais xucro, também aproveitava mais.

Mas também não é o caso de dramatizar. Borá é rever uns conceitos e focar no que importa. Afinal, pior que uma vida sem momento é uma vida sem condição (sic). Falei.

Clube Lions

junho 15, 2010

São Paulo. Sexta. Oito graus. Na porta do Clube Lions você pula para dentro festa Buáti, a nova sensação do eixo Rio-SP.

Sendo semana de moda, festa disputada e clube sensação, você dá graças a deus de furar o tumulto com dois beijinhos na hostess e nem confiança.

O lugar bem que impressiona. Muito espelho, madeira e couro. But Nothing Compares a varanda giga, com vista para a Catedral da Sé.

O som é bem bom e a frequência, ao menos nesse dia, estava linda e bem nascida. Diz que as outras noites são igualmente incríveis. O lugar chegou pra confirmar.

Vale lembrar que clube tem público beeem diversificado, vale ver a programação. Depois, é só chamar a paquera prum drink na varanda que o cenário de cinema faz 50% do trabalho pra você.

Mom

maio 6, 2010

Agora que a gente tá grandinho entende o que é ser mãe. Não colega, não dei a luz. Mas algumas amigas deram. E hoje conciliam uma vida profissional com essa tarefa.

Porque tô falando disso? Meu último trabalho teve esse tema e a gente quis falar dessa mãe de hoje. O conceito foi “uma visita no trabalho da mamãe”, no caso, o backstage dum desfile.

Claro que construímos um backstage inteiro, com forte referência aos camarins do McQueen. Muita luz, off black, glam e sedux, porque parede de tapume e chão de camurça ninguém merece.

Aqui o filme. Aqui o making of. E aqui o site pro filho aprender a comprar roupa pra mãe.

Divas inda house

abril 20, 2010

Lembra que eu contei que trabalhei no carnaval enquanto você encheu a cara na Bahia e transou com desconhecidos? Lembra nada, que você tava bem loca que eu sei.

Enfim, saiu a campanha no ar. A ideia era simples, se a celebridade dança e canta incrivelmente bem, vamos fazer um comercial tipo videoclipe. Aqui você confere o filme. E aqui o making of.

A novidade é que a próxima diva a estrelar uma campanha da marca é ninguém menos que Beyoncé. Meu chefe foi filmar com ela em NY essa semana e voltou cheio de bapho. Da cidade e da diva em si.

Claro que não posso contar nem a metade aqui, mediante perda de um membro do corpo. E com ele o emprego.

Até lá, cada um se vira com a Diva que tem. Eu não vivo sem a minha, que além de cuidar de mim ainda arruma a minha bagunça. Te falei o nome dela? Diva. Pode?

Spa 4 friend

abril 14, 2010

Pois é colega, tive um breakdown. Por isso fiquei um tempo sem aparecer por aqui. O lado bom foi que ganhei uma semana do chefe onde me isolei num spa 4 friend.

Conhece o spa 4 friend? É raríssimo no mundo. Tão raro que não tem preço, não está em guia elegante e os frequentadores são escolhidos de forma seletíssima.

Não existe dois spa 4 friend iguais. Também não existem regras a não ser uma: você se sentir bem. Minha rotina era acordar tarde, correr na praia, almoçar, malhar, tirar um cochilo, jantar e ver um bom filme [suspiro].

O spa 4 friend pode ser uma casinha ou um casão, um apêzinho ou uma penthouse, na cidade ou no campo, mas o que faz dele especial é o dono. No caso, alguém cuja amizade por você seja incondicional. E vice-versa.

O do meu se chama Léo. Graças a ele eu estou 100%. E pronto para um dia retribuir o favor com a programação do meu spa, urbano, pequeno, mas com um grande diferencial: just 4 friend.

Estrela

fevereiro 12, 2010

É colega, enquanto você vai pular bloco, beber cerveja quente e fazer xixi na rua, eu vou ralar. Mas longe de ser uma reclamação porque é um job bacanudo com a Nicole das Pussycat Dolls. E se você não foi viajar, ou foi, mas vai ficar online:

. O tuit @tanavitrine faz a cobertura completa dos 2 dias de gravação.

Aqui tem o catwalk com a coleção [periguetismo fashion].

. E outros highlights no blog da marca, atualizado direto do estúdio.

Para quem já foi ou está indo, beijos e bom carnaval crianças.

up date: saca o mk of da Nicole Scherzinger para a C&A. http://bit.ly/bXwLFx