Archive for the ‘ô vidão’ Category

Euro Boy

agosto 13, 2012

Você se dedicou, malhou bastante, encarou shakes de baunilha e chegou na etapa final para ser aceito nas fervidas areias de Mikonos: escolher o tipo que você vai fazer na praia…

Ah, você não quer fazer tipo? Você quer ser você mesmo? Colega, lugar pra idealismo é o Posto 9 não a Grécia. A seguir, um resumo simples dos estilos que imperam por lá, basta rememorar seus brinquedos de infância, escolher um e ser feliz.

Estilo Ken: hit absoluto. Alto, definido, cara de nada, cabelo divididinho pro lado. O andar é duro, tipo bonequinho. Cabe acessórios como óculos, sungas, jóias. Sendo grife, tá valendo. É meio gay, mas diz que é assim mesmo (até porque, em Mikonos tá tudo em casa…)

O Falcon: Quem nunca teve um? Barba rala, cabelo bem cortado na máquina, que pode ser claro ou escuro (porque tinha 2 modelos). Pra você que acha puxado ser full metrossexual, vale lembrar que o Falcon tinha até pêlos no corpo. Eu faria… O estilo colega, o estilo.

Comandos em Ação: Todo articuladinho, troncudinho e definido. Digamos que é o corpo que mais se assemelha a realidade. Sempre vinham vestidos em uniforme de guerra, mas, se levarmos em consideração o fervo da ilha, fica até providencial. 

He-Man: Ficava de cara com o tamanho da coxa do He-man, um lance meio fisiculturismo. Na vida real acho bizarro esse tipo, que não rola muito nas praias da Europa. Coincidência ou não, era o único boneco sem volume embaixo da tanga. Dó, né?

[PS: Saio de férias pra Grécia e Turquia. Posts direto da EUR em breve. Abraços]

Os boy do divino

julho 11, 2012

boy do divino

A novela Avenida Brasil descortinou toda uma catiguria de carinhas que você ignora no dia-a-dia, mas que quando vê na balada (depois duns bons drinks, claro) daria o dedo mindinho pra fazer.

O cafuçu magia: é aquele tipo que parece ter visto uma pá de cimento antes mesmo duma mamadeira. O corpo sarado compensa a cara de dono da boca-de-fumo. Na balada, você só faz se for escondido, em casa, você só faz depois de esconder a Apple TV (por garantia).

Melhor representação da categoria: Darkson.

Cafuçu FAAP: Um upgrade do cafuçu magia. É aquele tipo de cara que o destino foi generoso, tipo filho da empregada criado pela patroa. Tem carro, tem estudo, tem escapulário de prata e o mais importante, tem um rostinho zona sul. #quemnunca?

Melhor representação da categoria: Jorginho.

Boy de longe: Às vezes é gato, às vezes é educado, às vezes até mora bem… Porém, em algum Jardim Casa do Caral**. Adora passear com o carro tunado no último volume. Fazer ou não, é com você, o problema é quando ele perguntar: na tua casa ou na minha?

Melhor representação da categoria: Iran.

It  xucro: Aquele boy que é tão xucro, tão marrento, que virou referência de categoria (leia-se pegável). Você sabe que não dá pra levar pra nenhum ambiente social com mais de duas pessoas (no caso, você e ele). Mas, como diria o ditado, tem vezes que não há lugar no mundo melhor que o lar.

Melhor representação da categoria: Leandro.

Placas do Parque

março 12, 2012

Passeando pelo parque do Ibirapuera (um vício novo e bem vindo) pensei em impossíveis plaquinhas de advertência que poderiam tornar a convivência por lá melhor. Espia e me diz se você não concorda?

Não faça cera pra liberar a vaga. Acabou? Entrou, ligou, vazou.

Para as pessoas que ficam alongando no capô, ou no celular, fingindo não ver a fila de espera. É feio. Tanto o ato quanto a pessoa, que se fosse boa coisa não precisaria chamar a atenção dessa forma.

Gosto é que nem cu e cada um tem o seu, mas ao vir ao parque evite roupas desconfortáveis.

Pras desavisadas de salto alto, maquiagem, jeans Gang. No geral, a galera acerta na pouca roupa, confirmando o verão como a melhor época do ano para se apreciar a fauna local.

As mina NÃO pira na marmita. Faça piquenique no lugar indicado.

Na praia é costume comer de tudo, até levar isopor. Já no parque não pega bem não. Melhor levar um lanchinho ou graninha extra para um açaí (essa é pessoal).

Se você é movido a música, outros são a silêncio. Respeite.

Sampa tem pouco lugar pra se curtir o silêncio. Daí, imagina o que as pessoas pensam a seu respeito quando você passa com seu celular tocando tche-tche-rere no último volume? A orelha da sua mãe deve ficar beeem vermelha.

Galera, matinho não é motel.

Acho que essa não preciso explicar…

Showbizz

novembro 30, 2010

Nunca teve tanto show bom na cidade em tão pouco tempo. A conta bancária pediu arrego. E o fígado idem. Nessa, a gente lembra que ir num show em Sampa é uma operação de guerra. Mas como tudo na vida, logo a gente pega a manha.

Chácara do Jockey – A nova coqueluche dos produtores. O lado bom é aquele ‘quê’ de natureza. Lado ruim é que, quando chove, esse quê vira um belo manguezal. No show do Killers teve gente com lama onde não bate sol.

Playcenter – Quase faliu. Mas hoje virou ponto de show. O lado bom é que os brinquedos funcionam e você pode pegar um bate-bate ouvindo Iggy Pop. Lado ruim é fruto duma equação simples: bebida + looping = Aretuzza.

Estádio do Morumbi – De Madonna  a Black Eyed Peas, os grandes artistas tocam lá. Lado bom: são mega shows que não dá pra perder. Lado ruim: estacionar, chegar, sair, beber, fazer xixi, tudo é um lixo.

Via Funchal – Um lixo. Como fica fica logo ali, você vai fácil e volta fácil. Mas tem a pior acústica da cidade. Desrespeitoso até. De Mercedes Sosa a Scisors Sisters, nunca peguei um show com som que prestasse.

Palace – não se chama assim há uns 10 anos, mas pra gente vai ser sempre o Palace. Lado bom: super intimista. Lado ruim: é cafonérrimo. Mas colega, só quem viu Marina, Bethânia, Cássia Eller e outros craques da MPB, agarradinho com a paquera e de isqueirinho na mão, sabe o que é felicidade.

Festa em BSB

novembro 1, 2010

Brasília. Aeroporto internacional. Já no desembarque o movimento de figurinhas do eixo rio-sp dá o tom do que seria o final de semana na cidade, com uma extensa programação de festas.

Quem acha São Paulo caro tem que vir pra cá, diz o amigo, com o taxímetro nos sessenta merréis e vocês longe de chegar. Na recepção, uma cartinha linda, uma caixa de bombons e uma taça de lambrusco mandam o cansaço embora.

No agitado dia seguinte a calmaria vem em forma de piscina bafo com vista pro lago. Muitos amigos, drinks, carão e sol no centro-oeste do Brasil, culminando com um chill in bacanudo e uma festa de arromba com o DJ querido André Garça e o top DJ Perter Rauhofer.

Hora de ir mas não de dormir. Um banho e um café são o bastante para mais um round, no chill out do lago sul. Novos amigos, risadas e perspectivas. E a manhã vira tarde, que vira noite, sinalizando a hora da despedida.

De volta, você realiza o quanto aproveitou a cidade. E no momento certo, já que depois do enterro da ética nesse último final de semana, vai demorar uns 4 anos para você ter vontade de novo de passear por lá. Ah Brasil.

Go where

setembro 30, 2010

Inês é morta. Pobrezinha. Já a gente tá bem vivo. E mesmo com a vida social na lama, arruma tempo pra uma saidinha. Afinal, já diria Chico (o Buarque) sem um cigarrinho, um carinho e uma cachaça, ninguem segura esse rojão. Essa edição é nos Jardins. Tai seu novo motivo pra visitar o bairro.

Farofa Paulista. Uma rua acima da Oscar. Tem uma varandinha simpática pros dias quentes e uma parte interna bem animada. Fique amigo do garçom que ele abre a porta lateral para você fumar. E ainda tem feijuca aos sábados. Pe-ca-do.

Lorena. Restaurante anexo a loja hype Surface to Air. Abriu e virou hit instantâneo. A espera é drama e varia entre uma hora. E você vai querer saber que o host é o mesmo querido que fez o Ritz por anos. Sorria e faça o íntimo.

Le Buteque. Bistrô francês de boa comida e atendimento no alto Jardins. Carta de vinho em conta (raro no bairro) e ambiente chique discreto (raro no bairro). A caipirinha de lichia é rikeza e poder (e vexame pra quem passa da terceira).

Oscar Café. O novo lugar preferido de infância da turma. Apesar da localização o ambiente é tranquilo. Tem Nortenha (adoro), cardápio gostosinho e doces de perder a linha. Que mais? Tem uma lojinha bafo na rampa inferior. Sijoga.

Os 3 estágios faciais do viajante

agosto 26, 2010

Quando a gente viaja por aí pensa em tudo, menos em dormir. Afinal você quer ver e conhecer o máximo de coisas no mínimo de tempo.

O problema é que o binômio pouco sono e muita informação vai te deixando literalmente zoado. Você sente o peso de comer mal, dormir pouco e andar o dia inteiro, até, bingo, chegar nos 3 estágios faciais do viajante.

O primeiro é o da negação. Você tenta se convencer de que não, não tá cansado. E jura que tem o pique do teenager de headphone na sua frente. Até começar a pescar no metrô. Ou dormir na grama do parque. Tipo indigente.

A segunda é a fase do conformismo. A pior. Que costuma acontecer quando você dá aquele review na máquina fotográfica e vê sua cara se transformando. E na ultima foto sua beleza tá pau a pau com a do Slot.

A última fase é a da aceitação. E como reconhecer o problema é o primeiro passo para resolvê-lo, você entra no primeiro pronto-socorro (leia-se uma boa e velha loja, tipo a Lafayete), compra uns óculos bapho e volta a sorrir na fita. E claro, na foto.

Euro trend

agosto 24, 2010

Bem difícil catar tendência na Europa porque todo mundo usa o que quer e nem confiança. Em Londres, por ex, achei um cara moderníssimo até minha amiga avisar que era um palhaço pedindo esmola. Mas vi outras coisas tipo:

Faixa na cabeça: dessas meio hippie, tanto em meninos e meninas. Achei lindo com aquela arquitetura de fundo. Aqui em SP remete a gente que faz Célia Helena e toma balalaika com gelo.

Oclão de grau: Vi pencas. Geralmente em meninos andróginos e bem bonitos. E meninas no estilo sexy nerds. Mas senti um hipster feelings no ar [Bocejo].

Sapatilha de moletom: lindas, custam 4 libras e duram nada. O fundamento é detonar e comprar outra. A minha foi uma preta com desenhos Ed hardy.

Bike dobrável: Um hit. Você pedala até o metrô, dobra (mas pode entrar com ela inteira) desce na outra estação e sai pedalando de novo. Chique. E custa uma fortuna.

Enfim, é legal ir pra onde ninguém te conhece e poder usar e testar por si só coisas novas que podem ou não dar certo para você. Contando, é claro, que o que não dá certo não vá parar na digital do seu amigo. E de lá no facebook.

Spa 4 friend

abril 14, 2010

Pois é colega, tive um breakdown. Por isso fiquei um tempo sem aparecer por aqui. O lado bom foi que ganhei uma semana do chefe onde me isolei num spa 4 friend.

Conhece o spa 4 friend? É raríssimo no mundo. Tão raro que não tem preço, não está em guia elegante e os frequentadores são escolhidos de forma seletíssima.

Não existe dois spa 4 friend iguais. Também não existem regras a não ser uma: você se sentir bem. Minha rotina era acordar tarde, correr na praia, almoçar, malhar, tirar um cochilo, jantar e ver um bom filme [suspiro].

O spa 4 friend pode ser uma casinha ou um casão, um apêzinho ou uma penthouse, na cidade ou no campo, mas o que faz dele especial é o dono. No caso, alguém cuja amizade por você seja incondicional. E vice-versa.

O do meu se chama Léo. Graças a ele eu estou 100%. E pronto para um dia retribuir o favor com a programação do meu spa, urbano, pequeno, mas com um grande diferencial: just 4 friend.

Blá

março 17, 2010

São Paulo. Oito da noite. Faz um break e vem tomar um chope, diz sua diretora. Seguidor da doutrina de que certos convites não se negam, em minutos lá está você na frente do Blá, o novo point de bacana da cidade.

O lugar – mix de bar, lounge e balada – impressiona pela fila de carrões. Mas bastam dez minutos para a hostess burrinha, o chope ruim e o staff lento botarem seu encanto água abaixo.

Sobra a fauna, cá pra nós o que realmente importa. As meninas seguem o padrão cabelo alisado, vestidinho curto e saltão. Apesar do ar guerra dos clones há tempos que não via tanta mulher bonita num só lugar.

Já a fauna masculina é uma piada, como toda balada de boy. Neste caso havia dois tipos, o yuppie atarracado de camisa social e o pit boy Paraguai de Abercrombie e Diesel justa.

Se você não faz parte de nenhum dos grupos citados, cabe aproveitar o lounge e vazar quando ele vira pista, deixando a curtição para quem se identifica com o lugar, lindo na forma e vazio no conteúdo.