Archive for the ‘sexo’ Category

Etiqueta hétero pra balada gay

abril 26, 2012

Se você mora em SP e curte balada, cedo ou tarde vai parar num clube gay, simplesmente porque é lá que rolam as melhores noites da cidade. Mas como fazer na 1a vez?

Primeiro de tudo, relaxe. Não é porque você está ali que todo mundo quer te comer. Se você for bonito alguns até vão querer. Mas essas histórias de passar mão na bunda, etc, são lendas urbanas. Se você for feio, bom, nem precisa se preocupar.

Existem lugares onde os gays são mais caricatos e outros onde eles são como você, seu irmão, seu amigo, gente normal. Não se ofenda se alguém flertar com você. Isso não significa que você é afeminado (bom… acho…) apenas interessante. Basta mostrar que você não está a fim, da mesma forma que faria se fosse uma mulher feia.

Ponto importante: banheiro de lugar gay geralmente é unisex. Tem travesti, sapatão, gay anão, parece um filme do Star Wars. Sem desespero. Espere para usar a cabine normalmente. Se for usar o mictório não fique olhando pros lados, pode ser entendido de outra forma e você acabar vendo mais informação do que gostaria.

Certos comportamentos que chocam os outros são super aceitos em clubes gays. Tem gente sem camiseta, pegação na pista e drogas também. Se você ver alguém dividindo uma pílula, já sabe, cara de ‘nada’. E como você não tem doze anos, nem preciso dizer para não aceitar nada de ninguém, nunca.

Por fim, segure a onda. Neguinho (e isso vale para as meninas) chega na balada e vê tanta liberdade e perde a linha, como se tivesse numa micareta em Berlim. Depois, acaba fazendo merda e põe a culpa na bebida. Lembre daquele famoso ditado que diz que “… de bêbado não tem dono”.

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Festa hype

agosto 11, 2011

Salvo exceções, a única emoção de festa hype costuma vir do quiosque de caipirinhas. Mas se você prestar atenção direitinho no cerimonial da cafonalha galera diferenciada, dá até para pontuar.

Primeiro, festa hype não se chega em turma. No máximo um amigo, do tipo que não dá vexame. Porque os meus, por ex, bebem demais e terminam catando alguém do staff no banheiro (mas quem nunca?).

Também não vale confundir hype com animada. Descer até o chão nem se o brinco cair. E mesmo que sua geladeira esteja uma solidão só, desencane de comer. Não há sexy-appeal que resista a boca mastigando. Hálito listerine paixão seeempre, colega.

Estando no inferno abrace o capeta. Beba, circule, só evite as rodinhas nos privativos (aka de padê*). Abra os trabalhos com um drink (pra espantar timidez) e reveze a cara de cu (pra geral) com a cara de fofo (pras paqueras). Dentes feio? Cara de mistério, que tem seu elãn.

Por fim, se você não chegou de Maserati não dá para querer sair de lá com um avião. Paquere alguém que você dê conta, afinal, mais vale um prosseco na mão que dois voando. Daí é só deixar o tempo correr (quédizê, a bebida subir) e, como se diz, bon bonne chance.

 

* se você precisa de explicação do que é padê, confia em mim, melhor trocar de blog. 

Tempos modernos

fevereiro 1, 2010

Sempre que vira o ano a gente promete que no ano seguinte tudo vai ser diferente. Se você joga no meu time, um desejo que figura o topo da lista é ter mais tempo. Utopia, claro.

Tempo para gente como a gente é no trânsito ou no banheiro (onde dá pra ler, falar no cel, agendar reunião). Porque São Paulo é uma cidade que não combina com ‘ter tempo’. Até voando a gente já está atrasado.

Outro dia ouvi duma amiga que até arrumar homem sarado que não é gay está mais fácil que arrumar tempo. E no blog do Cristian Pior li que tem mulher fazendo o pé enquanto está no ginecologista. Zoação, claro. 

A real é que o tempo virou artigo de luxo. Mas não é por isso que a gente vai deixar de viver, sair, beijar. Exemplo, quem precisa dormir com uma ótima paquera e toda uma noite pela frente. Questão de prioridade. Eu tenho as minhas e você?

update: exemplo de otimizar tempo? em 2 horas [almoço] me troquei no carro, corri no parque, tomei banho em casa, fiz 2 filés, lavei a louça, voltei pro trampo #theflashfeelings