Archive for the ‘sijoga’ Category

Esquenta

abril 1, 2014

esquentaA noite em São Paulo é bem variada e nem sempre você encontra os amigos e conhecidos num lugar só. Pra cumprir esse papel, ou servir de aquecimento para as festas, é que existem os esquentas. Vamos a isso.

O convite. Não fique tenso se você foi convidado e não conhece ninguém. Os melhores esquentas fazem o mix de diferentes turmas. Pessoas interessantes e sobretudo solteiras são sempre bem-vindas. E o fato de você ser carne cara nova é justamente o motivo de estar lá.

O anfitrião. Pega mal topar com o dono da casa e ouvir dele: oi, quem é você? Chegando no esquenta a primeira coisa é cumprimentar o anfitrião, ou o dono, que nem sempre são a mesma pessoa. Caso você não conheça, peça pra ser apresentado.

O que levar. Tem aqueles onde você leva só a simpatia e outros que pedem uma bebidinha, gelo, etc. Se você for o acompanhante de um convidado, quem leva a birita (ou pede a você que leve) é ele. Particularmente, levar uma garrafa de espumante é elegante e confirma o seu welcome.

Quando vazar. Algumas vezes os esquentas são tão bacanas que você nem tem vontade de ir pra balada. Normal. Mas como o nome já diz esquenta é um warm-up, não seja o último a apagar a luz. Quando notar que geral está vazando, é a sua hora.

Como pegar. Pegar no esquenta não é legal. O combo gente íntima + bebida só vai fazer de você (desnecessariamente) o assunto da noite. Se pintar um clima troque telefone, Facebook de uns amassos no banheiro e deixe pra ficar de verdade na balada. Ou prum esquenta a dois longe dali.

Dar uma passadinha num esquenta é sempre uma boa pedida. Você encontra gente que não vê todo dia, põe o papo em dia e ainda periga topar com uma paquera que justifique sua Calvin Klein nova. Só não vale fazer como uns e outros por aí, que queimam a largada e transformam o aquecimento (o seu e o dele) num baldinho de água fria.

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Catwalk

fevereiro 16, 2011

O lado bom de ficar a semana sem carro é se ver obrigado a andar a pé pela cidade. A gente perde o ar-condicionado? Perde! Mas ganha de lembrar a cidade incrível que você mora e que só vê pelo lado de fora do vidro fumê.

Andar pela avenida Paulista é sempre um algo. Se você for observador já sente qualé da cidade ali. Porque tem a esquina dos yuppies, do restaurante Spot, dos moderninhos. E ainda tem o MASP, o Trianon, o Stand Center, tod’uma sorte de lugar bacanudo.

não muito longe, em Pinheiros, tem o entorno da Praça Benedito Calisto. Tem galeria, tem bistrô, tem baladinha. Foda mesmo são as ladeiras, de matar triatleta.

Daí têm os Jardins. A rua Oscar Freire e seu pseudo avant gardismo. Para  lá ainda tem o Ibirapuera, que dá pra cortar caminho vendo a brotagem exercitando. Confesso que não foi de todo mal passar um período a pé.

Claro que ao contrário daquela música famosa, nem sempre é lindo andar na cidade de São Paulo. Mas nem sempre caixa bonita é sinal de boa surpresa. Bom, e nem carro bacana é sinal de comodidade. DPaschoal que o diga.

Rio da virada

janeiro 7, 2011

Não vou porque é sempre igual, disse o amigo sobre o Réveillon no Rio. Obviamente enganou-se. Porquê, como bem disse Lulu, tudo muda o tempo todo no mundo. E o Rio da virada de 2010 não é igual ao de 2011 meisssmo.

Começa que o Coqueirão é a nova Farme (tá, isso faz um tempo).
A Reserva é a nova Osklen.
O corpo sequinho é o novo Barbie.
O Píer Mauá é a nova Fundição.
O MD é o novo G.
O Tô Nem Aí é o novo Bofetada.
O Beach Sucos é o novo Bibi.
E o Shopping Leblon é o novo Fashion Mall.

Mas se você é das antiga (sic) fique tranquilo que algumas coisas permanecem as mesmas. Tipo a ponte aérea, que passa ano entra ano, continua o mesmo lixo.

Bapho de ouro

dezembro 22, 2010

Final de 2009. Rio de Janeiro. Num apê com amigos você recebe uma bomba via web. Todos passados, alguém diz, essa merecia o Bafo de Ouro. Assim, criou-se o troféu que premia o bafo mais quente do ano. Os quesitos são:

Intensidade – primeiro, o bafo tem que ser tenÇo (sic). Daquele tipo de comprimir as pérolas no peito. E subir a musiquinha do Plantão da Globo.

Interatividade – Alguém da roda tem que ter alguma relação com o bafo. Se tiver envolvido no bafo em si, leva brinde de Honra ao Mérito (a ser decidido na hora pelos jurados).

Veracidade – não vale história ouvida do amigo do amigo. O bafo tem que ser real, de preferência com alguma prova existencial. Com o advento da web, tá fácil.

Relevância – tem que ter alguma relevância na cena. No caso, a noturna, a da academia, a de amigos, a do bairro, a internacional (tá, parei!).

Isenção – o bafo não pode comprometer a imagem dos criadores. Um quesito que nem ligo. Até porque, estando na casa dos trinta consegui realizar muita coisa na vida, mas ter uma imagem para zelar não está entre elas.

Agora que você está por dentro das regras, pense bem no que você aprontou nesse ano de 2010. Se o babado tiver sido forte, bem, a gente (e todo mundo querido) vai descobrir. Inscrições até dia 31. Boa sorte.

Festa em BSB

novembro 1, 2010

Brasília. Aeroporto internacional. Já no desembarque o movimento de figurinhas do eixo rio-sp dá o tom do que seria o final de semana na cidade, com uma extensa programação de festas.

Quem acha São Paulo caro tem que vir pra cá, diz o amigo, com o taxímetro nos sessenta merréis e vocês longe de chegar. Na recepção, uma cartinha linda, uma caixa de bombons e uma taça de lambrusco mandam o cansaço embora.

No agitado dia seguinte a calmaria vem em forma de piscina bafo com vista pro lago. Muitos amigos, drinks, carão e sol no centro-oeste do Brasil, culminando com um chill in bacanudo e uma festa de arromba com o DJ querido André Garça e o top DJ Perter Rauhofer.

Hora de ir mas não de dormir. Um banho e um café são o bastante para mais um round, no chill out do lago sul. Novos amigos, risadas e perspectivas. E a manhã vira tarde, que vira noite, sinalizando a hora da despedida.

De volta, você realiza o quanto aproveitou a cidade. E no momento certo, já que depois do enterro da ética nesse último final de semana, vai demorar uns 4 anos para você ter vontade de novo de passear por lá. Ah Brasil.

Euro trend

agosto 24, 2010

Bem difícil catar tendência na Europa porque todo mundo usa o que quer e nem confiança. Em Londres, por ex, achei um cara moderníssimo até minha amiga avisar que era um palhaço pedindo esmola. Mas vi outras coisas tipo:

Faixa na cabeça: dessas meio hippie, tanto em meninos e meninas. Achei lindo com aquela arquitetura de fundo. Aqui em SP remete a gente que faz Célia Helena e toma balalaika com gelo.

Oclão de grau: Vi pencas. Geralmente em meninos andróginos e bem bonitos. E meninas no estilo sexy nerds. Mas senti um hipster feelings no ar [Bocejo].

Sapatilha de moletom: lindas, custam 4 libras e duram nada. O fundamento é detonar e comprar outra. A minha foi uma preta com desenhos Ed hardy.

Bike dobrável: Um hit. Você pedala até o metrô, dobra (mas pode entrar com ela inteira) desce na outra estação e sai pedalando de novo. Chique. E custa uma fortuna.

Enfim, é legal ir pra onde ninguém te conhece e poder usar e testar por si só coisas novas que podem ou não dar certo para você. Contando, é claro, que o que não dá certo não vá parar na digital do seu amigo. E de lá no facebook.

Muito Londres

agosto 3, 2010

Londres é muito tudo. Muito grande, muito linda, muito intensa, muito cosmopolita. Durante o período que viajei pela Inglaterra estive por lá duas vezes. Ambas muito bacanas.

Como toda cidade europeia a arquitetura impressiona pela imponência onde tudo cheira a cultura, história… E xixi dependendo no local. O tube (metrô) é babado, diz que um dos mais antigos do mundo e te leva a qualquer lugar em minutos. O mix é forte e certa vez num vagão pesquei 5 línguas diferentes.

Na Europa tenho o police de fazer o máximo de coisas a pé, assim conheço a cidade e sinto a vibe da rua, um prazer meu. O segredo é ter um mapa na mão e marcar o passo no iPod. Cansei de disparar pelas ruas do Soho ouvindo A Cause de Garçom. E nem confiança.

É um pecado resumir Londres num post. Como não falar de Covent Garden? Ou das feiras tipo Borough Market? Da comunidade mulçulmana e indiana em Paddington? De como é descer em Waterloo Station e Pá, dar de cara com a London Eye, o Parlamento, o Big Ben? Muito foda!

Mas se tivesse que escolher um símbolo seria  Brick Lane, no east london. Outrora abandonada a área foi regenerada pela juventude moderna e colorida, com lojinhas, lofts, mercados, bares e muito agito.

Foi ali perto, no Hoxton Bar, brindei com champanhe meu último dia londrino. Era noite de sábado, a rua fervia, acendi um cigarro, abracei a todos e desapareci no turbilhão de Old Street Station, no último trem da noite e da minha temporada na capital do mundo.

UK

julho 19, 2010

Foi assim. Estava bebendo na casa duma amiga quando ela perguntou se eu toparia um freela fora do país. Disse que sim bejo-me-liga. Duas semanas depois ela não ligou. Mas mandou um SMS com a passagem pra UK. And here I am.

Chegar na Inglaterra é bem diferente dos lugares que conheci. Mas o visto de trabalho te poupa algumas chateações. Outra coisa osso é o sotaque britânico e o jeito seco deles. Nunca sei quando estão sendo grosseiros ou diretos.

O segredo para entrar no clima local ainda é o mesmo: sentar num pub e pedir um pint, um chope tamanho grande. Até o final da noite você acostuma com o sotaque (anoitece as dez) com o jeito e ainda entra no fuso, esse sim um problema sério.

Sobre o trabalho, bem, resolver pepinos em inglês e estando longe do seu país não é uma tarefa muito agradável. Mas com certeza é uma oportunidade única de conhecer um país que foi berço de muitos outros. 

Até agora fui a Ascot, Oxford, Bury, Culford, Brigton e Londres. Priceless. O interior da Inglaterra é lindo e tem os costumes bem diferentes mas Londres merece o apelido de coração do mundo. E também merece um post a parte. x x x