Archive for the ‘UTI’ Category

Balanço do carnaval

março 14, 2011

Então o ano pode começar, o carnaval acabou. E olha que curtindo pelo Rio você achou que esse dia nunca ia chegar. Mas antes de começar a sofrer com o que vem por aí, borá fazer um balanço do melhor que teve por lá.

Melhor definição dos frequentadores dos blocos: exu cambalhota.

Melhor fantasia: tanquinho in natura.

Melhor cantada: acontece que o carnaval é “dinâmico”, se você não me beijar agora vou ter que ir embora beijar outra pessoa.

Melhor faceplant: Ana Hickman.

Melhor dispensada: não me amola e volta lá pra ala das baiana (sic).

Melhor apelido: avessinho (aka pessoa tão feia que é do avesso. 2o lugar: Clodôvéia)

Melhor mico: sair fantasiado de caranguejo na Grande Rio

Melhor momento: a volta pra casa. Bêjo.

Showbizz

novembro 30, 2010

Nunca teve tanto show bom na cidade em tão pouco tempo. A conta bancária pediu arrego. E o fígado idem. Nessa, a gente lembra que ir num show em Sampa é uma operação de guerra. Mas como tudo na vida, logo a gente pega a manha.

Chácara do Jockey – A nova coqueluche dos produtores. O lado bom é aquele ‘quê’ de natureza. Lado ruim é que, quando chove, esse quê vira um belo manguezal. No show do Killers teve gente com lama onde não bate sol.

Playcenter – Quase faliu. Mas hoje virou ponto de show. O lado bom é que os brinquedos funcionam e você pode pegar um bate-bate ouvindo Iggy Pop. Lado ruim é fruto duma equação simples: bebida + looping = Aretuzza.

Estádio do Morumbi – De Madonna  a Black Eyed Peas, os grandes artistas tocam lá. Lado bom: são mega shows que não dá pra perder. Lado ruim: estacionar, chegar, sair, beber, fazer xixi, tudo é um lixo.

Via Funchal – Um lixo. Como fica fica logo ali, você vai fácil e volta fácil. Mas tem a pior acústica da cidade. Desrespeitoso até. De Mercedes Sosa a Scisors Sisters, nunca peguei um show com som que prestasse.

Palace – não se chama assim há uns 10 anos, mas pra gente vai ser sempre o Palace. Lado bom: super intimista. Lado ruim: é cafonérrimo. Mas colega, só quem viu Marina, Bethânia, Cássia Eller e outros craques da MPB, agarradinho com a paquera e de isqueirinho na mão, sabe o que é felicidade.

Spa 4 friend

abril 14, 2010

Pois é colega, tive um breakdown. Por isso fiquei um tempo sem aparecer por aqui. O lado bom foi que ganhei uma semana do chefe onde me isolei num spa 4 friend.

Conhece o spa 4 friend? É raríssimo no mundo. Tão raro que não tem preço, não está em guia elegante e os frequentadores são escolhidos de forma seletíssima.

Não existe dois spa 4 friend iguais. Também não existem regras a não ser uma: você se sentir bem. Minha rotina era acordar tarde, correr na praia, almoçar, malhar, tirar um cochilo, jantar e ver um bom filme [suspiro].

O spa 4 friend pode ser uma casinha ou um casão, um apêzinho ou uma penthouse, na cidade ou no campo, mas o que faz dele especial é o dono. No caso, alguém cuja amizade por você seja incondicional. E vice-versa.

O do meu se chama Léo. Graças a ele eu estou 100%. E pronto para um dia retribuir o favor com a programação do meu spa, urbano, pequeno, mas com um grande diferencial: just 4 friend.

A semana tensa

março 10, 2010

Existem semanas na vida da gente que podiam não existir. São aquelas que, resumindo bem a história, te obrigam a um Tylenol por período, um no café, outro no almoço e outro no jantar. Sem brinqs. 

Algumas pessoas têm o dom da oratória. Outras da simpatia. E eu, de sacar uma semana tensa antes dela acontecer.

A semana tensa pode estar relacionada a inúmeros fatores, independentes ao seu controle, claro. Uma visita, uma espera, uma notícia, uma resposta.

Na semana tensa a gente não lê feicibuque, Vogue, nem bula de remédio. Também não vai na academia, almoçar fora ou cortar o cabelo. O que a gente faz? Apaga incêndio, descasca batata e chupa muita manga.

Mas como vender coco você não vai, herdeiro você não é e loteria você não joga, resta esperar a semana passar. E se for competente ainda descola um massagista nota dez, que vai fazer toda essa tensão ter bem valido a pena. Ficadica.

Molotov

janeiro 13, 2010

A gente acha que o ano vai virar e tudo vai ser diferente. Daí viaja e quando volta… Surpresa. Tudo está igual.

Tirando seu corpo, que dói por conta da gripe pós jogação. Que, como o nome já diz, é aquela causada pela bebedeira (e derivados), banhos de mar e noites mal dormidas (ou bem dormidas, dependendo da companhia).

Como as suas contas e muito menos o seu chefe querem saber da sua condição, você resolve fazer uma visita a farmácia. Onde gasta uma fortuna em medicamentos. E em alguns produtinhos, que você não é obrigado.

Em casa, prepara um coquetel molotov do tipo que derrete a colher, na esperança de que seu corpo se recupere na base da força. No caso, a química. A homeopatia, digamos que ainda está de férias.

NYE regrets? Nenhum. Talvez um pouquinho de atenção na hora da diversão. Afinal, a vida foi feita para a gente curtir, mas isso inclui sair vivo da comemoração.

Findi

dezembro 20, 2009

Chega o final do ano, começam as festinhas de firma, happy hour, amigo secreto e toda uma sorte de celebrações que, invariavelmente, terminam com você trabalhado no sentimento… No caso, o de vergonha empática.

Mas o problema nem é esse (até porque, a gente se joga mesmo) mas o fato das celebrações rolarem no meio da semana, tendo todo um dia de trabalho te esperando depois e pencas de pepinos para resolver.

Nestas horas, nem todo o café do mundo consegue te colocar no prumo. E você não sabe se a sua cabeça dói por ter que forçar o tico e o teco, ou pelo prosseco vagabundo do dia anterior.

Vale lembrar que quando a gente tem trinta, nem sonha se jogar em todas as festas que aparecem. Isso não quer dizer velhice (bom, talvez um pouco) mas sim responsabilidade. Sendo franco, bookando trinta por cento das festinhas você já está no lucro.

Por outro lado, aos trinta a gente aprende a fazer algumas coisas direito. Tipo evitar misturinhas, perceber quando vai virar abóbora, ou convidar o chefe para a balada, podendo chegar tarde no outro dia, com cara de zumbi, mas como o aval de quem importa.

Deu branco

dezembro 17, 2009

Domingo. Clube Pachá. Na porta da já tradicional festa do branco de um famoso estilista, você procura tirar da cartola o brinquedo para caridade pedido no convite.

Raptado do trabalho direto para a festa, onde mal pôde comprar um modelo, quiçá mimo para caridade, você faz cara de nada enquanto é salvo pela espada de plástico de um amigo (sim, isso aconteceu).

Lá dentro, toda uma sorte de gente (bonitas, bem bonitas, feias e bem feias) se esforçava para aplicar a sua criatividade no tema, fazendo com que a festa parecesse uma promo do Omo Dupla Ação.

Na tentativa de evitar mais desconforto, você compra uma onça de Smirnoff Ice. Esse drink acabou na casa inteira, diz a barman de mau humor. Surpresa mesmo, só quinze minutos depois, com o fim da cerveja e água gelada.

Com a festa despencando, incluindo o protagonista, que aterrissou no chão depois de provar uma água que passarinho não bebe, você resolve fugir dali e começar uma particular, com companhia, drink e dress code melhor: a roupa nenhuma.

Garganta profunda

dezembro 3, 2009

Você diminuiu a balada, come arroz integral, corre no parque. Enfim, está na fase saudável. Logo, pensou que nunca mais ia por uma pílula na boca. Hã-ham! Um mês depois seu criado mudo lembra uma bancada de UTI.

Daí que o dia começa com homeopatia. O doutor sugeriu e você, na fase zen, se jogou na medicina alternativa. Só de bolinha de açúcar são quatro vidrinhos (imagina o desequilíbrio da pessoa).

Depois são as vitaminas para aumentar a resistência. Quando se faz muito esporte o organismo tem um break down. Sabia não? Nem eu, que só fui descobrir isso depois de tirar litros de sangue e fazer exame até da alma.

Depois vem os suplementos. Afinal, o verão está aí, o Rio de Janeiro está aí e, veja só quem também está aí: a barriga de chope. Resumo? Mais duas pílulas do tamanho dum besouro pela manhã, a tarde e a noite.

Mas tudo bem, a gente toma tanta porcaria na vida (e nem me refiro a Fanta Uva, tsá?) que a meu ver isso é fichinha. Fantástico mesmo é você chegar na roda e te chamarem de Glória Maria.