Archive for the ‘viagens e afins’ Category

Modismo grego

setembro 28, 2012

Prometi posts da viagem mas estava pegando ocupado e só tive contato com a web pra fomentar a inveja alheia via Instagram. E agora acho que o assunto viagem datou. Mas borá falar dos modismos de lá, já que reparei muita coisa boa (amém) mas também muita coisa estranha. Vamos a isso:

Cachecol rulê. Começou com os italianos (meio uma praga na ilha) e virou hit. Pois o lance era que, num calor da pourra, os caras torciam um cachecol e enrolavam no pescoço, igual imobilizador cervical. Geral usava, tipo flash mob.

Perna depilada. Sim, você leu certo. Outro modismo que chegou com os italianos. Diz que eles valorizam perna lisa e hiper bronzeada. Daí pergunto, e masculinidade? Cadê valor nessa escala?

Sunga speedo. Pra falar disso, vale dizer que não existe moda praia na Europa, cada um usa o que quiser (isso quando usa). Mas sunga fina do lado não fica bem nem num deus grego, quiça numa criatura normal.

Tênis botinha. Não sou um cara féshion e não sei o que é in ou não (até porque gosto é que nem cu e cada um tem o seu) mas era muito estranho ver, naquele ambiente, aquela bando de cano alto em tom amarelo, prata, dourado ou flúor (e a areia gent?).

Daí que você olha a lista acima e pensa: véi, na boua, tudo bixoooona. Pois olho nos teus olhos (via web cam) e te digo com toda sinceridade (cof cof) que, tirando o tênis botinha, era tudo modismo hétero. Pois é colega, Europa é assim, o povo é aprumado, tem passaporte vermelho, mas exerce essa conduta. Minha dica é fazer que nem quando a conta chegava na mesa do bar, aceita. E fim.

Euro Boy

agosto 13, 2012

Você se dedicou, malhou bastante, encarou shakes de baunilha e chegou na etapa final para ser aceito nas fervidas areias de Mikonos: escolher o tipo que você vai fazer na praia…

Ah, você não quer fazer tipo? Você quer ser você mesmo? Colega, lugar pra idealismo é o Posto 9 não a Grécia. A seguir, um resumo simples dos estilos que imperam por lá, basta rememorar seus brinquedos de infância, escolher um e ser feliz.

Estilo Ken: hit absoluto. Alto, definido, cara de nada, cabelo divididinho pro lado. O andar é duro, tipo bonequinho. Cabe acessórios como óculos, sungas, jóias. Sendo grife, tá valendo. É meio gay, mas diz que é assim mesmo (até porque, em Mikonos tá tudo em casa…)

O Falcon: Quem nunca teve um? Barba rala, cabelo bem cortado na máquina, que pode ser claro ou escuro (porque tinha 2 modelos). Pra você que acha puxado ser full metrossexual, vale lembrar que o Falcon tinha até pêlos no corpo. Eu faria… O estilo colega, o estilo.

Comandos em Ação: Todo articuladinho, troncudinho e definido. Digamos que é o corpo que mais se assemelha a realidade. Sempre vinham vestidos em uniforme de guerra, mas, se levarmos em consideração o fervo da ilha, fica até providencial. 

He-Man: Ficava de cara com o tamanho da coxa do He-man, um lance meio fisiculturismo. Na vida real acho bizarro esse tipo, que não rola muito nas praias da Europa. Coincidência ou não, era o único boneco sem volume embaixo da tanga. Dó, né?

[PS: Saio de férias pra Grécia e Turquia. Posts direto da EUR em breve. Abraços]

A ponte (no caso, aérea)

junho 26, 2012

Quem gosta do Rio de Janeiro como a gente, tem que estar escolado a evitar situações que podem transformar uma ponte RJ/SP num desastre aéreo. Tipo?

Nunca jamais never viaje confortável despojado. Outro dia, vi na TV um cara dizendo que roupas confortáveis podem salvar você num flight disaster. Besteira. Desastre é sair por aí de moletom e sandália croc. Regra pra vida: em aeroportos ligue o “modo gato’, sempre.

O Rio não é Ibiza e você não é Carrie Bradshaw. Sei que é duro ouvir isso mas o estilo malvino-salvadorismo (panamá + jeans + Havaianas) só fica bom no Malvino. E olhe lá. E como nunca é tarde pra dizer, bermuda do surf, só na areia.

Esperar uma mala na esteira pode durar o tempo dum voo. Sei que é difícil, sei que é osso, mas se você não aprender a compactar uma mala para um final de semana, você não é ninguém no mundo moderno. Aprenda essa e nunca mais despache na vida.

Aeroportos são imprevisíveis. Ao invés de levar uma gilete e ameaçar se matar no guichê da TAM (brinqs, q eu sei que você vai de Webjet) no caso de atraso, muna-se de um celular 3G e um bom livro que você muda o destino de uma nação. Bom, pelo menos da nação que habita seu corpo.

Por fim, mantenha o bom humor. Lembre-se de que você está só numa ponte aérea, outros podem estar na segunda ou terceira escala, vindo sabe-se lá de onde. Sorrir abre portas, facilita favores e faz brotar telefones anotados em notinhas amarelas da Cielo. Se por ventura isso te acontecer (tá vendo a importância do item anterior?) faça o tempo passar navegando no Facebook alheio… E boa viagem.

Sanidade aérea

janeiro 10, 2012

Detesto aeroporto. Já gostei bastante porque associava a viagem, férias e tal. Hoje, associo a estresse e confusão. Mas como recentemente topei um voo de dois dias para Ásia, atentei para umas coisas que podem deixar tudo melhorzinho.

Bom, fone de ouvido nem precisa dizer. Headphones são ótimos para isolar o som mas ruins na hora de dormir, por isso os foninhos ainda são imbatíveis. Também inibem gente crêizi de puxar papo (e caso pinte alguém interessante você, pá, tira o fone rapidinho na habilidade).

Visual bacana. Concordo, conforto é fundamental, mas imagina você de crocs e moletom e bem nesse dia cruzar o paquera? Se o seu voo for  internacional então, aí tem duty free, imigração, revista e, acredite colega, eles julgam pela aparência sim. Custa nada usar um jeans + camisa.

Um livro (ou dois). Quando tudo o mais dá errado pode ser a diferencia entre a sanidade e a loucura. Quem pegou aeroporto dia 2 sabe do que eu tô falando. E pelamordedeus não vem com essa de que você não lê (não confesse isso nem ao padre).

iPhone, iPad, notebook, seja qual for sua onda digital, todas são um adianto de vida. Mas já tentou acessar web de aeroporto em dia de colapso? É mais fácil achar no Galeão um carioca que não fala “douze”.

E por fim, semancol. Esse não vende, infelizmente. Mas com educação e um pouquinho de boa vontade qualquer pessoa adquiri adquire. Se vendesse, imagina que tudo comprar um saco para distribuir na viagem? Ia chegar no destino vazio vazio.