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O brasileiro pelo mundo

outubro 3, 2013

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É, o blog andava parado. Rolou que eu estava trabalhando muito e sem assunto. Daí tirei férias, rodei um pouco, juntei algum assunto (bem verdade, a maioria proibido pro horário) e resolvi falar sobre o jeito peculiar que os gringos veem a gente. Sim, a gente. Afinal você também é brasileiro, certo?

O exótico

Berlim foi o 1o destino. Tirando futebol eles não sabem porra nenhuma do Brasil (aka América) e fazem uma imagem bem exótica daqui. Desconfio que se não fosse a web eles pensariam que a gente só desce da árvore porque não dá pra jogar bola. Um aprendizado: esqueça o mito do povo loiro, alto e lindo. No geral o povo é feio e a balada tem mais gente estranha que a sexta no baixo Augusta.

O garçom

Meu 2o destino foi Londres. Brasileiro por lá é sinônimo de trabalho sem especialização. E todo conterrâneo que conheci estava atrás de um balcão, de restaurante, bar ou academia. Um aprendizado: trabalhar honestamente não é vergonha pra ninguém e com a crise massacrando a Europa, vi muito europeu amarradão por ter um balcão pra chamar de seu.

O corpo

Meu 3o destino foi Mikonos. “Assim como os espanhóis e israelenses é o único povo que valoriza teu corpo mais do que inteligência ou caráter”, foi a analise de um gordo gringo sobre o brasileiro. Diante dos delíciosos fatos ali na minha frente, tive que concordar. Um aprendizado: recalque a parte os brasileiros eram os mais low profile da ilha e as turmas de brazucas eram as mais concorridas.

O michê

Meu 4o destino foi Madri. Tirando os pontos turísticos vi poucos brasileiros, mas fui lembrando pelos amigos espanhóis que o ramo da prostituição (homens, mulheres, travecos e tudo o mais) é dominado pelos brasileiros. Um aprendizado: apesar de negativa essa fama trouxe um viés positivo sobre a performance do brasileiro na cama, que só fica sozinho na balada se quiser.

Um pouco passado? Fica não colega. Exótico, garçom, michê ou simplesmente um corpo, não há porta que não se abra ou sorriso que não se faça quando a gente diz que é brasileiro. Estereótipos sempre vão existir (vai dizer que você nunca pensou que em Amsterdã só tem maconheiro?!) e cabe a você mostrar para aquele gringo mais idiota que a gente não é nada disso… Só não deixa ele ver você cuspindo no prato dele, tá?

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